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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) minimizou neste sábado (23) os impactos do aumento de 50% nas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) afirmou que apenas uma pequena parte das exportações do país foi afetada.
“O que está afetado é 3,3% [das exportações]”, disse Alckmin, durante evento do PT.
O vice-presidente detalhou a divisão das tarifas: “42%, mais ou menos, ficou fora do tarifaço. Ficou com aqueles 10% [taxa previamente anunciada]. 16% ficou na chamada Seção 232, nós e o mundo estamos iguais. Por exemplo, aço, alumínio e cobre. 50% pra todo mundo. Perdemos competitividade com EUA, mas não com os demais países. Carro e automóvel, 25%”.
Ele ainda explicou a situação de outros setores: “Agora, 36%, 37%, ficamos com 10% mais 40%, que dá 50%. Tem coisa que ficou de fora, avião, suco de laranja, celulose. Dentro: comida, carne, café, pescado, comida e carne. Agora, produto manufaturado é mais difícil de realocar. Acaba realocando, mas demora um pouco mais”.
Sobre o total das exportações, reforçou: “O que está afetado é 3,3% no tarifaço. Nós, na década de 1980, era 24% nossa exportação aos EUA. Hoje, é 12%”.
Alckmin criticou ainda a investigação norte-americana conhecida como Seção 301, que apura supostas práticas comerciais desleais do Brasil, citando inclusive Pix e a Rua 25 de Março, além de acusações de falta de combate à corrupção e desmatamento ilegal. Segundo ele, a ação tem “fragilidade jurídica”.
O vice-presidente lembrou que o Brasil acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as decisões tarifárias de Donald Trump: “Você não pode usar sua política regulatória, que é imposto de exportação e importação, por razões partidárias. Não tem sentido. Isso [queixa junto à OMC] deve ser decidido agora em setembro. Pode chegar até a Suprema Corte. Já teve lá atrás [investigação desse tipo] e foi arquivado”.
Alckmin ainda destacou o papel do governo brasileiro nas negociações comerciais: “Seguimos em negociação para baixar alíquota e tirar mais produtos da lista”. Ele também mencionou o alívio estimado em US$ 2,6 bilhões proporcionado por mudanças recentes em algumas regras tarifárias: “Na 232, estamos igual ao mundo inteiro. Supertarifado, mas não perdemos competitividade”.
Sobre o impacto para a indústria, explicou: “Fizemos a conta do que passou pra 232: 2,6 bilhões de dólares, o que equivale a 6,4% de nossa exportação. Melhorou um pouco a competitividade no setor industrial. Outros países não têm vantagem sobre nós. Uma exceção: Reino Unido, que não exporta tanto, não afeta tanto”.