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O jornalista Erlan Bastos morreu aos 32 anos, neste sábado (17), segundo informou o Grupo Norte de Comunicação. O profissional estava internado no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, em Teresina (PI), onde recebia tratamento médico.
Em nota, a emissora lamentou a morte do apresentador e destacou o impacto deixado por ele no jornalismo local. “Com imenso pesar, nos despedimos de Erlan Bastos, apresentador do Bora Amapá, que chegou há pouco tempo para integrar nossa equipe, mas deixou uma marca profunda e definitiva no jornalismo do estado”, afirmou o grupo.
A equipe ressaltou que, mesmo em um período curto, Erlan teve atuação marcante no jornalismo investigativo e crítico do Amapá. “Com coragem, compromisso com a verdade e postura firme diante dos fatos, ele deu voz a denúncias, provocou reflexões e fortaleceu o papel do jornalismo como instrumento de fiscalização, justiça e cidadania”, diz o comunicado.
O texto também destacou o perfil combativo do jornalista. “Sua presença era intensa, sua fala direta e seu trabalho, necessário. Erlan não se acomodava. Questionava, investigava e seguia em frente, sempre atento às demandas da sociedade amapaense”, completou a nota, que encerrou prestando solidariedade à família, amigos e colegas de profissão.
Além de apresentador, Erlan Bastos era conhecido nacionalmente como colunista de celebridades e fundador do portal EmOFF, voltado a notícias do meio artístico e bastidores do entretenimento.
Suspeita de tuberculose peritoneal
De acordo com a jornalista Fábia Oliveira, do site Metrópoles, a suspeita é que Erlan tenha sido vítima de tuberculose peritoneal, uma forma rara da doença. Esse tipo de tuberculose afeta o peritônio — membrana que reveste a cavidade abdominal — e provoca um processo inflamatório crônico, podendo causar comprometimento sistêmico. A infecção geralmente ocorre pela disseminação da bactéria a partir do pulmão ou pela reativação de um foco latente, sendo mais comum em pessoas com imunidade reduzida.
Segundo a colunista, Erlan chegou a ser internado no ano passado após apresentar os primeiros sintomas. Em janeiro deste ano, ele percebeu inchaço abdominal e passou a sentir fortes dores na região. Inicialmente, procurou atendimento médico em Macapá, onde apresentava o programa Bora Amapá. Os médicos identificaram um nódulo e levantaram a hipótese de câncer.
Diante da suspeita, o jornalista viajou para Teresina, cidade onde viveu parte da vida. Na capital piauiense, foi submetido a exames, como colonoscopia, e iniciou tratamento médico. Com a evolução do quadro, os profissionais passaram a considerar a possibilidade de tuberculose peritoneal, cujos sintomas podem ser semelhantes aos de doenças oncológicas.
Durante a internação, Erlan também apresentou derrame pleural, condição caracterizada pelo acúmulo de líquido entre os pulmões e a parede torácica, que pode causar falta de ar, dor no peito e tosse, e está associada, em alguns casos, à tuberculose. Ele foi entubado na sexta-feira (16), mas não resistiu e morreu horas depois.