Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
Na sua 1ª entrevista após sua vitória nas eleições, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos poderiam deixar a OTAN se os aliados não aumentassem suas contribuições financeiras. Durante a conversa, em que a imigração foi um dos temas mais abordados, Trump também alertou que a Ucrânia “provavelmente” precisaria esperar menos ajuda dos Estados Unidos.
Em entrevista ao programa “Meet the Press”, da NBC News, gravada na sexta-feira (06) e transmitida no domingo (08), Trump declarou que os EUA deixariam a Aliança Atlântica caso os países aliados não pagassem mais.
Trump afirmou que, se os aliados quitassem suas dívidas e tratassem os EUA de forma justa, “absolutamente” ficaria na OTAN.
A entrevista foi realizada antes de Trump viajar para Paris, onde participou da reabertura da Catedral de Notre-Dame e se reuniu com os presidentes da França e da Ucrânia. Durante a entrevista, Trump afirmou que estava se esforçando para encerrar a guerra na Ucrânia, “se possível”, mas indicou que a Ucrânia deveria se preparar para uma redução na ajuda militar dos EUA após sua posse. Quando questionado sobre a possibilidade, ele confirmou que “provavelmente” isso ocorrerá.
Trump também abordou suas propostas para o futuro mandato, destacando planos para a deportação em massa de imigrantes, a imposição de novas tarifas e o perdão de muitos dos condenados pelos ataques ao Capitólio. Ele também anunciou que, ao assumir o cargo em 20 de janeiro, buscará implementar mudanças significativas, incluindo a tentativa de abolir a cidadania por direito de nascimento.
Em relação às eleições de 2020, Trump repetiu sua alegação de que foram roubadas, mas afirmou que as eleições deste ano não seguiram o mesmo desfecho porque a vitória foi “demasiado expressiva”. No entanto, ele não fez referência às vinganças que havia prometido contra aqueles que considera tê-lo prejudicado, afirmando que a “retribuição” viria através do sucesso, e descartou nomear um procurador especial para investigar o presidente Joe Biden ou sua família.
Sobre os manifestantes de 6 de Janeiro, Trump prometeu um perdão no 1º dia de seu mandato, argumentando que muitos sofreram tratamento excessivamente severo nas prisões. Ele descreveu a situação como um “inferno” para essas pessoas.
Durante a entrevista, Trump reafirmou seus planos para expulsar todos os imigrantes em situação irregular, começando pelos criminosos. Ele enfatizou que, embora fosse uma tarefa difícil e cara, estava determinado a cumpri-la. Além disso, garantiu que não separaria famílias de imigrantes legais e ilegais, propondo devolvê-las todas ao país de origem.
Trump também pretende eliminar a cidadania por direito de nascimento, conforme garantido pela 14ª Emenda da Constituição dos EUA. No campo econômico, ele prometeu aumentar as tarifas de importação dos principais parceiros comerciais, embora tenha admitido que não poderia garantir que isso não acarretaria custos adicionais para as famílias americanas.
Quanto à questão do salário mínimo federal, Trump sugeriu a possibilidade de aumentá-lo, mas afirmou que precisaria consultar os governadores estaduais antes de tomar uma decisão. Em relação ao aborto, ele prometeu não impor restrições ao acesso a pílulas abortivas, deixando as decisões sobre o tema para os legisladores estaduais.