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A crise nos aeroportos dos Estados Unidos se intensificou neste sábado em meio ao fechamento parcial do governo federal, levando o presidente Donald Trump a avaliar o envio de agentes de imigração para reforçar a segurança nas áreas de embarque. A medida surge diante da falta de funcionários da Transportation Security Administration (TSA), que seguem trabalhando sem salário.
As principais terminales do país enfrentam longas filas, atrasos e aumento do absenteísmo. O bloqueio orçamentário, em vigor desde 14 de fevereiro, afetou diretamente o Departamento de Segurança Interna dos EUA, responsável pela segurança aeroportuária. Desde 13 de março, agentes da TSA continuam em atividade, mas sem receber remuneração.
Diante do cenário, Trump afirmou que poderá deslocar agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE) para atuar nos aeroportos caso o Congresso não aprove a liberação de recursos. “Se os democratas de esquerda radical não assinarem imediatamente um acordo para que nosso país, e em particular nossos aeroportos, voltem a ser LIVRES e SEGUROS, deslocarei nossos brilhantes e patriotas agentes do ICE para os aeroportos, onde realizarão tarefas de segurança como nunca antes, incluindo a detenção imediata de todos os imigrantes ilegais que tenham entrado em nosso país, com ênfase especial nos provenientes da Somália […] Espero ver o ICE em ação em nossos aeroportos. FAÇAMOS A AMÉRICA GRANDE NOVAMENTE!”, escreveu o presidente em sua rede Truth Social.
A crise já impacta diretamente o funcionamento dos principais aeroportos, como os de Atlanta, Houston e Nova York, onde o tempo de espera nos controles de segurança tem ultrapassado duas horas. Neste sábado, foram registrados 1.284 voos atrasados e 425 cancelados em todo o país.
Sem salários, muitos agentes enfrentam dificuldades financeiras, recorrendo a empréstimos ou deixando seus cargos. Pelo menos 366 funcionários abandonaram seus postos no primeiro mês da crise. O índice de absenteísmo também disparou, chegando a 21,5% em Atlanta, 21,4% no aeroporto JFK, em Nova York, e 21% no aeroporto Hobby, em Houston.
Ao todo, cerca de 65 mil funcionários da TSA estão sem remuneração. O salário médio anual desses trabalhadores varia entre US$ 50 mil e US$ 60 mil, com um orçamento total destinado ao setor que gira entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3,5 bilhões por ano.
Enquanto isso, aeroportos administrados por empresas privadas, como os de San Francisco e Kansas City, seguem operando normalmente. Nessas unidades, os funcionários continuam recebendo salários, o que evita filas extensas e mantém a fluidez dos serviços.
No meio da crise, o empresário Elon Musk afirmou que poderia arcar com os salários dos agentes da TSA enquanto durar o impasse orçamentário. A proposta, no entanto, ainda não recebeu resposta oficial.
Especialistas apontam que, embora trabalhadores de empresas privadas e federais tenham treinamento semelhante, a mudança no modelo de gestão exigiria aprovação formal e poderia levar até um ano. Sindicatos alertam para riscos de cortes e alta rotatividade, enquanto estudos do setor privado indicam possíveis ganhos em eficiência.
A crise evidencia o impacto direto do impasse político sobre serviços essenciais e aumenta a pressão por uma solução rápida, enquanto milhões de passageiros seguem enfrentando atrasos e incertezas nos aeroportos norte-americanos.
