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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Ministério da Justiça e Segurança Pública abriu um processo administrativo contra a plataforma de revenda de ingressos Viagogo. A investigação, conduzida pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e pela Secretaria de Direitos Digitais, apura indícios de cobrança de preços abusivos, falta de transparência e possível atuação de “cambistas digitais” na plataforma.
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Segundo o Ministério da Justiça, ingressos estão sendo revendidos por até 500% acima do valor original. A apuração também aponta possíveis violações ao Código de Defesa do Consumidor.
Falta de transparência e “cambistas digitais”
O secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, explicou que a investigação identificou que a Viagogo não informa de forma clara que atua no mercado de revenda, induzindo o consumidor a acreditar que se trata de um canal oficial de vendas. “Muitas vezes, o consumidor acredita que está adquirindo um ingresso diretamente do produtor do evento ou da bilheteria oficial, sem perceber que se trata de uma revenda, muitas vezes por valor superior ao originalmente praticado”, afirmou o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Fernandes.
Além disso, há indícios de que a empresa utiliza robôs para esgotar os ingressos nos canais oficiais e revendê-los na plataforma por preços mais altos — uma prática que funciona como cambistas digitais.
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Medidas e multa
A Senacon determinou que a Viagogo informe, de forma clara e em todos os ambientes acessíveis aos clientes, que atua no mercado de revenda de ingressos. Caso descumpra a medida cautelar, a empresa poderá ser multada em R$ 100 mil por dia.
A Viagogo terá 20 dias para apresentar defesa. O Ministério da Justiça monitora outras plataformas de revenda, mas a medida, neste primeiro momento, é direcionada apenas à Viagogo.
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