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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA reunião do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com a cúpula da Polícia Federal (PF) teve mais dois participantes além dos três dirigentes inicialmente divulgados. A presença dos delegados Vitor Arruda, chefe da Coordenação de Inquéritos Especiais (Cinq), e Guilhermo Catramby, coordenador de Contrainteligência da corporação, ampliou o desconforto entre integrantes da Corte.
A informação foi revelada pelo Estadão e confirmada por outros veículos. O encontro ocorreu na terça-feira (6), no gabinete de Moraes, sem constar na agenda oficial do ministro.
Quem são os participantes
Além de Vitor Arruda e Guilhermo Catramby, participaram da reunião:
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Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF
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Dennis Cali, diretor da Divisão de Crime Organizado (Dicor)
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Leandro Almada, diretor de Inteligência Policial (DIP)
A presença simultânea dos chefes de divisão chamou a atenção porque não é habitual um ministro receber todos juntos — a praxe, em casos de inquéritos específicos, é reunir-se apenas com o delegado responsável pelo caso.
Perfil dos delegados
Vitor Arruda é chefe da Coordenação de Inquéritos Especiais (Cinq), subordinada à Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor). É um dos delegados que assinam o relatório que embasou as acusações de Moraes contra o ministro André Mendonça no caso Master.
Guilhermo Catramby é coordenador de Contrainteligência da PF. Atuou como chefe do setor de inteligência da PF no Rio de Janeiro e foi um dos responsáveis pelo relatório final da investigação sobre a execução da vereadora Marielle Franco.
Por que a reunião gerou tensão
A reunião ocorreu às vésperas da entrega do relatório completo com citações a integrantes do STF no caso Master, que a PF deve enviar ao presidente da Corte, Edson Fachin, na próxima semana.
Segundo apuração da coluna de Malu Gaspar, o encontro foi o estopim para a decisão do ministro Luiz Fux de pedir acesso integral aos autos do inquérito das fake news e de outros três processos relacionados a ele. Fux teria ficado incomodado com a reunião, considerando-a inadequada diante das suspeitas sobre a atuação de Andrei Rodrigues na crise do Banco Master.
Integrantes do STF questionam se haveria alguma tentativa de “fazer um filtro” nas investigações que envolvem o próprio tribunal.
O que dizem os envolvidos
O STF e a PF não informaram o motivo do encontro. A assessoria de Fux negou que a decisão tenha relação com a possível indicação de sua filha, a desembargadora Marianna Fux, a uma vaga na Corte em um eventual governo Flávio Bolsonaro.
Andrei Rodrigues afirmou que a atuação da PF tem ocorrido “em estrito cumprimento de seu dever legal e de ordens judiciais”.




































































