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O presidente Donald Trump endureceu o discurso contra o governo de Teerã nesta sexta-feira (20), declarando que não tem interesse em negociar um cessar-fogo enquanto as forças americanas e israelenses mantêm vantagem militar no conflito. Ao ser questionado sobre o pedido de paz feito pelo Papa Leão XIV, Trump foi categórico: “Não se faz uma trégua quando você está literalmente aniquilando o outro lado”.
Acompanhado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, o presidente afirmou que o Irã está “acabado” do ponto de vista militar, restando ao país apenas o bloqueio do Estreito de Ormuz. Apesar da disparada nos preços internacionais do petróleo causada pelo fechamento da via, Trump minimizou a pressão econômica, sugerindo que a passagem “se abrirá sozinha” e que sua liberação exigiria apenas uma “manobra militar simples”.
Em entrevista à jornalista Stephanie Ruhle, Trump traçou um diagnóstico sombrio sobre o futuro do país persa, que possui 93 milhões de habitantes. Segundo ele, os danos causados à infraestrutura militar — especialmente à marinha iraniana e aos centros de drones e mísseis — são tão severos que a reconstrução levaria pelo menos uma década.
“A coisa principal é que eles não podem ter uma arma nuclear”, reiterou o presidente, negando que a queda do regime seja o objetivo primário, embora a destruição das capacidades bélicas de Teerã seja quase total. O destino de quase 440 kg de urânio enriquecido a 60% em posse do Irã continua sendo uma das maiores incógnitas da inteligência ocidental.
A insatisfação de Trump com a comunidade internacional transbordou para as redes sociais. No Truth Social, ele classificou a OTAN como um “tigre de papel” sem os Estados Unidos e chamou os aliados europeus de “covardes” por não garantirem a segurança marítima em Ormuz.
A crítica se estendeu ao Reino Unido, o “primeiro aliado”, cuja demora em colaborar diretamente nos combates causou surpresa na Casa Branca. Atualmente, Londres permite apenas o uso de bases para operações defensivas.
Enquanto o discurso público afasta a ideia de uma invasão terrestre no continente, os movimentos navais indicam um cerco estratégico. O Pentágono confirmou o envio de mais 2.500 fuzileiros navais a bordo do navio de assalto anfíbio USS Boxer, que se juntará ao USS Tripoli, já a caminho da região.
A movimentação aumenta a tensão sobre a Ilha de Kharg, ponto de escoamento de 90% do petróleo iraniano. Embora os ataques americanos tenham evitado atingir a infraestrutura petrolífera até agora para não inviabilizar a economia local a longo prazo, Trump não descartou uma ocupação da ilha para garantir o fluxo de energia e estabilizar os preços antes das eleições legislativas de novembro.
“Pode ser que eu tenha um plano ou pode ser que não, mas nunca diria a um jornalista”, ironizou o presidente, mantendo o mistério sobre os próximos passos da operação conjunta com Israel.






















































