O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta terça-feira (8) que as forças ucranianas capturaram dois cidadãos chineses que estariam lutando junto ao Exército russo na região de Donetsk. Segundo ele, Kiev exigirá explicações de Pequim e espera uma resposta de seus aliados ocidentais.
“Militares ucranianos capturaram dois cidadãos chineses que estavam combatendo ao lado do Exército russo em território ucraniano, na região de Donetsk”, declarou Zelensky em uma publicação nas redes sociais. A postagem incluiu um vídeo de um dos supostos prisioneiros, além de imagens de documentos, cartões bancários e dados pessoais dos detidos.
Nem Moscou nem Pequim responderam imediatamente às declarações de Zelensky.
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Apesar de se declarar neutra no conflito, a China mantém uma aliança política e econômica próxima com a Rússia desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Pequim afirma que não fornece armamento letal a nenhuma das partes, ao contrário dos Estados Unidos e outras nações ocidentais. No entanto, integrantes da OTAN classificam a China como um “facilitador decisivo” da ofensiva russa, que até hoje não foi condenada oficialmente por Pequim.
Zelensky também declarou que há indícios da presença de outros cidadãos chineses lutando ao lado das tropas russas. “Temos provas de que muitos mais cidadãos chineses estão combatendo junto com o Exército russo”, afirmou. O presidente ucraniano disse ter orientado o ministro das Relações Exteriores a contatar imediatamente o governo chinês para cobrar uma resposta oficial.
“A captura desses dois homens e o envolvimento direto da China no conflito são sinais claros de que Putin fará de tudo para não encerrar a guerra”, afirmou Zelensky, que também pediu uma reação firme dos Estados Unidos, da Europa e de todos os que desejam a paz mundial.
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Em coletiva de imprensa realizada em Kiev, Zelensky reforçou o apelo: “Acredito que os Estados Unidos precisam prestar mais atenção ao que está acontecendo hoje”, declarou. Ele também voltou a alertar seus aliados sobre a presença de milhares de soldados norte-coreanos enviados pela Rússia para a região de Kursk, no oeste russo.
“Os norte-coreanos lutaram contra nós em Kursk, agora os chineses estão combatendo em território ucraniano. Esse é um ponto urgente que precisamos discutir com nossos parceiros”, ressaltou o presidente ucraniano.
A Ucrânia, que enfrenta dificuldades para manter suas posições após uma contraofensiva no ano passado, tem tentado estreitar os laços diplomáticos com a China. Em 2024, o então chanceler Dmytro Kuleba visitou Pequim, e nesta semana Zelensky nomeou um novo embaixador para atuar no país asiático.
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Com informações da AFP.