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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se encontra nos Estados Unidos, se pronunciou nesta quarta-feira (20/8) após ter sido indiciado pela Polícia Federal (PF) junto com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em nota publicada no X, o parlamentar afirmou ter tomado conhecimento do relatório pela imprensa e negou que suas ações nos Estados Unidos tenham tido a intenção de influenciar processos políticos no Brasil. Segundo ele, sua atuação no exterior esteve voltada a defender liberdades individuais por meio da via legislativa, especialmente em apoio a um projeto de anistia em tramitação no Congresso Nacional.
O deputado destacou ainda que vive sob a jurisdição americana e invocou a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos como garantia de liberdade de expressão e direito de petição ao governo local.
Sobre a inclusão de conversas privadas entre familiares e aliados no inquérito, Eduardo classificou a medida como “lamentável e vergonhoso”, afirmando que o objetivo seria gerar desgaste político. Ele concluiu a nota afirmando: “Se o meu ‘crime’ for lutar contra a ditadura brasileira, declaro-me culpado de antemão”.
O indiciamento de Eduardo e Jair Bolsonaro foi realizado pela PF pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou, ainda, a apreensão do passaporte do pastor Silas Malafaia, que também está citado no relatório.
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontaram que Eduardo e Jair Bolsonaro contaram com o “auxílio de material de terceiros” para uma finalidade criminosa, e que Malafaia teria participado dessas ações.
Eis a íntegra da nota de Eduardo:
Nota de Esclarecimento – Eduardo Bolsonaro
Tomei conhecimento, pela imprensa, do relatório divulgado pela Polícia Federal e considero importante esclarecer alguns pontos:
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Minha atuação nos Estados Unidos jamais teve como objetivo interferir em qualquer processo em curso no Brasil. Sempre deixei claro que meu pleito é pelo restabelecimento das liberdades individuais no país, por meio da via legislativa, com foco no projeto de anistia que tramita no Congresso Nacional.
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Causa espanto que a Polícia Federal (PF) aponte supostos partícipes de um crime absolutamente delirante, mas não identifique os autores. Se a tese da PF é de que haveria intenção de influenciar políticas de governo, o poder de decisão não estava em minhas mãos, mas sim em autoridades americanas, como o presidente Donald Trump, o Secretário Marco Rubio ou o Secretário do Tesouro Scott Bessent. Por que, então, a PF não os incluiu como autores? Omissão? Falta de coragem?
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Vivo sob a jurisdição americana e, portanto, plenamente amparado pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que assegura não apenas a liberdade de expressão, mas também o direito de peticionar nossas demandas ao governo que rege a nossa jurisdição.
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É lamentável e vergonhoso ver a Polícia Federal tratar como crime o vazamento de conversas privadas, absolutamente normais, entre pai e filho e seus aliados. O objetivo é evidente: não se trata de justiça, mas de provocar desgaste político.
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Se o meu “crime” for lutar contra a ditadura brasileira, declaro-me culpado de antemão.