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Os ministros da Defesa da OTAN se reúnem virtualmente nesta quarta-feira para debater garantias de segurança a Ucrânia, enquanto avançam os esforços diplomáticos para buscar uma saída para a guerra com a Rússia. A videoconferência, que começou às 14h30 em Bruxelas (12h30 GMT), reúne líderes militares dos 32 Estados membros da aliança, sob a presidência do almirante Giuseppe Cavo Dragone, chefe do Comitê Militar da OTAN.
Entre os participantes está o general Alexus Grynkewich, comandante supremo aliado da OTAN na Europa, que discutirá com seus homólogos europeus e norte-americanos a estrutura de apoio militar necessária para respaldar qualquer acordo de paz. Um ponto central da reunião é o papel do general americano Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto dos EUA, que na terça-feira manteve conversas com chefes militares europeus sobre “as melhores opções para um possível acordo de paz na Ucrânia”, segundo um porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA.
Em paralelo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou à Fox News que Washington não enviará tropas a Ucrânia como parte de um eventual acordo com Moscou. “Você tem minha garantia, sou presidente”, disse, acrescentando que a ajuda americana se concentrará em armamento avançado e apoio aéreo. Trump também revelou ter conversado recentemente com Vladimir Putin e espera que o presidente russo “se comporte bem”, ao mesmo tempo em que pediu ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, “flexibilidade” nas negociações. O mandatário busca organizar um encontro direto entre Putin e Zelensky, seguido de uma cúpula trilateral.
Enquanto os contatos diplomáticos avançam, aliados de Ucrânia — incluindo Japão, Austrália e principais países europeus — coordenam uma força internacional capaz de garantir um possível cessar-fogo. Nesta quarta, a Coalizão de Voluntários Aliados de Ucrânia, liderada pelo presidente francês Emmanuel Macron e pelo primeiro-ministro britânico Keir Starmer, realizou uma reunião virtual para definir opções de proteção. O governo britânico informou que equipes europeias trabalharão junto aos EUA em planejamento de um eventual desdobramento conjunto terrestre, marítimo e aéreo.
O secretário de Estado americano Marco Rubio ressaltou à Fox News que tanto Rússia quanto Ucrânia precisarão aceitar concessões para encerrar o conflito. “Conflitos que terminam sem concessões raramente são resolvidos de forma duradoura. Talvez não seja justo, mas é necessário para pôr fim a uma guerra”, afirmou.
Líderes europeus como Macron, Starmer, o chanceler alemão Friedrich Merz e o primeiro-ministro polonês Donald Tusk destacaram a importância de oferecer garantias robustas a Ucrânia, além de fornecer recursos e tecnologia suficientes. Segundo o Financial Times, o plano inclui a compra de US$ 100 bilhões em armamento americano, financiada por parceiros europeus, e a aquisição de drones produzidos na Ucrânia pelos EUA.
Trump pressiona para a realização de um primeiro encontro entre Zelensky e Putin, seguido de uma cúpula trilateral com sua participação. Merz indicou que Moscou teria aceitado o encontro nas próximas duas semanas, embora o Kremlin ainda não confirme oficialmente.
Sobre possíveis concessões territoriais, Trump sugeriu que Ucrânia avalie a entrega de regiões como Crimeia e partes do Donbás, proposta rejeitada pelo governo ucraniano e seus aliados europeus. Enquanto isso, autoridades ucranianas relataram o uso de centenas de drones e mísseis russos em ataques recentes, resultando em pelo menos 14 mortos e danos severos a infraestruturas energéticas do país.