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Bombeiros russos continuam, neste sábado (30), a combater um incêndio provocado pela queda de destroços de um drone ucraniano próximo a uma luxuosa residência conhecida como “o palácio de Putin”, às margens do mar Negro, na região de Krasnodar, sul da Rússia.
As autoridades locais informaram na quinta-feira (28) que a queda de um drone havia causado fogo em uma “zona florestal” perto da cidade de Gelendzhik. A residência, que ganhou notoriedade após denúncias da oposição russa, é apontada como sendo do presidente Vladimir Putin, embora o mandatário negue qualquer relação com o imóvel.
Segundo o Ministério de Situações de Emergência da Rússia, “mais de 400 bombeiros seguiam lutando contra o incêndio”. Até o momento, não há indícios de que o fogo ameace diretamente o “palácio de Putin”, que não foi mencionado em comunicados oficiais.
Em 2021, o opositor russo Alexei Navalny, morto recentemente em circunstâncias ainda pouco esclarecidas dentro da prisão, publicou uma investigação em que acusava Putin de ser o verdadeiro proprietário do complexo. O relatório descrevia a mansão como um “luxuoso complexo financiado com fundos da corrupção”, que incluiria vinhedos, um estádio de hóquei no gelo e até um cassino.
Desde o início da guerra em fevereiro de 2022, a Ucrânia tem utilizado drones em ataques contra o território russo. De acordo com o site investigativo Proekt, essas ofensivas alteraram a rotina de Putin, que teria deixado de visitar a cidade de Sochi por estar agora “ao alcance dos drones”.
Assassinato em Lviv
Enquanto isso, a Ucrânia viveu neste sábado a morte de uma de suas figuras políticas mais conhecidas. O deputado Andriy Parubiy, ex-presidente do Parlamento e ex-secretário do Conselho de Segurança Nacional e Defesa, foi assassinado a tiros em Lviv, no oeste do país.
O presidente Volodimir Zelensky confirmou o crime nas redes sociais. “O ministro do Interior de Ucrânia, Ihor Klymenko; e o procurador-geral, Ruslan Kravchenko, acabam de informar sobre as primeiras circunstâncias conhecidas do horrendo assassinato em Lviv. Andriy Parubiy foi assassinado. Meu mais sentido pêsame à sua família e entes queridos”, escreveu.
Ele acrescentou: “Na investigação e busca do assassino estão sendo empregadas todas as forças e meios necessários.”
Em nota oficial, a Polícia da Ucrânia afirmou que “as forças da lei estão estabelecendo as circunstâncias do assassinato de uma figura pública e política em Lviv“. O comunicado informou ainda que “os grupos de investigação e operativos do Departamento Principal de Investigação da Polícia Nacional e da Polícia da Região de Lviv, o Serviço de Segurança da Ucrânia e outros órgãos pertinentes participam da apuração”.
O documento descreveu o ocorrido: “Hoje, por volta do meio-dia, o número 102 recebeu um informe sobre um tiroteio no distrito de Sykhiv, em Lviv. Como consequência dos ferimentos, a vítima faleceu no local. Foi estabelecido que o falecido era uma figura pública e política conhecida, nascida em 1971.”
Segundo a polícia, “as forças da lei estão tomando todas as medidas necessárias para estabelecer a identidade do atirador e seu paradeiro”.
Parubiy foi um dos líderes dos movimentos pró-Europa na Ucrânia, tendo atuado na “Revolução Laranja” em 2004 e na Revolução de Maidán, em 2014.