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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta quinta-feira (9) que o país deve iniciar negociações diretas com o Líbano “o mais rápido possível”.
Segundo o líder israelense, a decisão foi tomada após pedidos recorrentes do próprio Líbano por diálogo. “Dei instruções ao gabinete para começar negociações diretas com o Líbano o quanto antes”, afirmou em comunicado oficial.
De acordo com Netanyahu, as conversas devem se concentrar em dois pontos principais: o desarmamento do grupo Hezbollah e o estabelecimento de relações pacíficas entre os dois países. Ele também afirmou que Israel vê com bons olhos a proposta libanesa de desmilitarizar Beirute.
O anúncio ocorre em meio a um cenário de instabilidade no Oriente Médio. Pouco antes, o presidente do Parlamento do Irã, Mohamad Baqer Qalibaf, declarou que o Líbano estaria incluído no acordo de cessar-fogo firmado entre Estados Unidos e Irã.
Qalibaf afirmou que o país árabe e aliados do chamado “Eixo da Resistência” fazem parte do entendimento e advertiu que qualquer violação ao acordo terá “custos explícitos e respostas fortes”. Ele também pediu a interrupção imediata dos ataques israelenses contra o território libanês.
No entanto, autoridades dos Estados Unidos negam que o Líbano esteja incluído no acordo de trégua, o que aumenta a incerteza sobre o alcance do entendimento.
Irã e Estados Unidos acertaram uma trégua de duas semanas para tentar negociar o fim do conflito iniciado em 28 de fevereiro. Mesmo assim, horas após o anúncio, Israel lançou uma ofensiva contra alvos no Líbano, intensificando as tensões na região.
Segundo informações, mais de 100 alvos foram atingidos, o que gerou críticas de Teerã, que considera o Líbano parte do acordo de cessar-fogo.
Apesar do cenário delicado, representantes dos dois países devem se reunir no próximo sábado, em Islamabad, no Paquistão, para discutir um possível acordo definitivo.
Em meio à crise, o governo dos Emirados Árabes Unidos cobrou que o Irã cumpra integralmente o cessar-fogo e pediu a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de energia do mundo.
Segundo autoridades emiratis, ataques atribuídos ao Irã nos últimos 40 dias — que incluíram o lançamento de milhares de mísseis e drones — causaram danos a infraestruturas estratégicas e perdas humanas. O país também defendeu que Teerã seja responsabilizado pelos prejuízos.
O cenário segue marcado por incertezas, com uma trégua considerada frágil e negociações diplomáticas em andamento para evitar uma escalada ainda maior do conflito no Oriente Médio.