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(Agência Brasil/Foto: Tânia Rêgo)

Saúde

Saiba em quais estados brasileiros estão os dois casos suspeitos de ebola

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As secretarias estaduais de Saúde de São Paulo e do Rio de Janeiro informaram, neste sábado (30) e domingo (31), que investigam dois casos suspeitos de ebola. Um homem de 37 anos, vindo da República Democrática do Congo (RDC), está internado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital paulista. O outro paciente, um cidadão belga que chegou de Uganda, está no Rio de Janeiro sob observação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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Ambos os pacientes apresentaram sintomas compatíveis com a definição de caso suspeito para febres hemorrágicas virais e estiveram recentemente em países que enfrentam um surto da doença, declarado pela OMS como emergência de saúde pública internacional.

Caso em São Paulo: meningite confirmada, mas ebola não descartado
O paciente de São Paulo, de 37 anos e natural da República Democrática do Congo, chegou a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com febre alta e exames inconclusivos para malária. Foi transferido em estado grave para o Emílio Ribas, onde apresentava diarreia, desorientação e rápida piora clínica, sendo necessária a intubação. O Instituto Adolfo Lutz confirmou a presença da bactéria Neisseria meningitidis, causadora da meningite meningocócica. Apesar disso, os exames específicos para o vírus ebola ainda não ficaram prontos e devem sair nas próximas 48 horas. Por isso, a suspeita para a doença hemorrágica não foi totalmente descartada.

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“Este é um caso suspeito, em investigação. As medidas previstas foram adotadas a partir da identificação dos critérios clínicos e epidemiológicos”, afirmou Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo.

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Caso no Rio de Janeiro: malária detectada, mas vigilância continua
O segundo caso suspeito é um homem belga que viajou de Uganda, país vizinho à RDC que também registra transmissão do ebola. A Secretaria Municipal de Saúde do Rio informou que o paciente testou positivo para malária em exame realizado na Fiocruz. No entanto, as autoridades informaram que, por precaução, ele segue internado e em isolamento, e pessoas que tiveram contato com ele estão sendo monitoradas. Os resultados dos exames para ebola devem sair na próxima semana. Se confirmados, serão os primeiros casos de ebola registrados no Brasil, que até hoje nunca teve uma ocorrência da doença.

O surto na África
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública internacional em 17 de maio, após a rápida evolução do surto da cepa Bundibugyo. Até o momento, foram notificados na RDC 906 casos suspeitos e 223 mortes entre os suspeitos — sendo 134 casos confirmados e 18 mortes confirmadas. Um dos fatores que mais complica o controle da doença são os rituais de sepultamento na região, nos quais familiares têm contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas.

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Plano de contingência no Brasil
O Ministério da Saúde ativou o Plano de Contingência Nacional para Febres Hemorrágicas Virais. O plano prevê a intensificação da vigilância sobre viajantes procedentes de áreas de risco, o isolamento imediato de casos suspeitos e o monitoramento de suas redes de contato. O documento, atualizado em 2024, não prevê o fechamento de fronteiras nem restrições a viagens ou ao comércio. O governo também destaca que o Brasil não tem voos diretos para as regiões afetadas, o que reduz a circulação de pessoas infectadas.

Risco de disseminação é baixo
Autoridades sanitárias reforçam que o risco de introdução e disseminação do ebola no Brasil é muito baixo. Diferentemente da Covid-19, o vírus não é transmitido pelo ar. A infecção ocorre apenas pelo contato direto com sangue, tecidos ou fluidos corporais de uma pessoa sintomática. O período de incubação dura de 2 a 21 dias, mas a transmissão só começa quando os sintomas aparecem, o que facilita o rastreamento de contatos e o isolamento.

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