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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu nesta sexta-feira (29) o teto de reajuste anual para os planos de saúde individuais e familiares em 5,11%. É o menor percentual fixado pelo órgão desde 2000, com exceção do período da pandemia da Covid-19 (2021), quando o reajuste foi negativo (-8,19%).
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Quem será afetado
O teto do reajuste será aplicado a 7,7 milhões de beneficiários de planos individuais e familiares, o que representa 14,5% dos 52,9 milhões de consumidores de planos de saúde no Brasil. A regra não se aplica a contratos coletivos ou empresariais, que têm regras próprias de negociação.
Quando o reajuste começa a valer
Os reajustes só podem ser aplicados no mês de aniversário do contrato (data de contratação). Para os contratos com aniversário em maio e junho, a cobrança poderá começar em julho ou, no máximo, em agosto, retroagindo até o mês de aniversário.
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O diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, afirmou:
“Nosso objetivo é sempre buscar o equilíbrio, garantindo a sustentabilidade do setor e a capacidade de pagamento dos beneficiários.”
Como é calculado o reajuste
O cálculo do reajuste segue metodologia adotada desde 2019 e considera dois fatores principais:
-
Aumento das despesas assistenciais das operadoras
-
Frequência de utilização dos serviços de saúde pelos beneficiários
O percentual difere dos índices tradicionais de inflação, como o IPCA, que mede apenas a variação dos preços. O reajuste dos planos de saúde também leva em conta o volume de serviços utilizados.
“Esse é o reajuste mais baixo já definido pela ANS, o que traz alívio para o cidadão que se esforça para manter um plano de saúde para sua família”, completou Damous.
Série histórica dos reajustes
A ANS divulgou os percentuais de reajuste autorizados nos últimos anos:
| Ano | Reajuste máximo |
|---|---|
| 2022 | 15,5% |
| 2023 | 9,63% |
| 2024 | 6,91% |
| 2025 | 6,06% |
| 2026 | 5,11% |
Aumento das despesas assistenciais
De acordo com a agência, as despesas assistenciais per capita dos planos individuais regulamentados cresceram 8,32% em 2025 na comparação com 2024. O aumento foi influenciado pela alta nos preços de serviços e insumos médicos, pela maior utilização dos planos de saúde e pela ampliação do rol de procedimentos obrigatórios.
Próximos passos
A decisão segue agora para publicação no Diário Oficial da União. Os cálculos foram feitos pela Diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS e validados pelo Ministério da Fazenda antes da aprovação final.





















































