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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (1º) que Israel não enviará tropas para Beirute e que o Hezbollah concordou em interromper os ataques contra território israelense. As declarações foram feitas após uma semana de escalada militar no Líbano e em meio a crescentes tensões regionais relacionadas às negociações com o Irã.
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O telefonema de Trump a Netanyahu
Por meio de sua plataforma Truth Social, Trump informou que manteve uma conversa telefônica com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e afirmou que a situação no terreno mudou após esse contato.
“Tive uma conversa muito produtiva com o primeiro-ministro Bibi Netanyahu, de Israel, e não haverá tropas entrando em Beirute, e qualquer tropa que estivesse a caminho já deu meia-volta”, escreveu o mandatário.
Segundo o presidente, por meio de representantes de alto nível, também houve contatos indiretos com o Hezbollah. O entendimento inclui compromissos recíprocos: Israel não atacará o grupo libanês, e o Hezbollah não atacará Israel.
“Assim como, por meio de representantes muito bem posicionados, tive uma conversa muito boa com o Hezbollah, e eles concordaram que todos os disparos cessarão”, afirmou.
A suspensão da ofensiva israelense
Após a ligação de Trump, fontes militares indicaram que as Forças de Defesa de Israel (FDI) adiaram uma operação planejada contra os subúrbios do sul da capital libanesa. No entanto, segundo as mesmas fontes, o Exército israelense mantém os preparativos para uma eventual ofensiva, caso as circunstâncias mudem.
Dois funcionários israelenses citados pela Reuters disseram que o governo de Israel aguardava a aprovação final de Trump para atacar a região de Dahiyeh, reduto do Hezbollah.
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A escalada antes do anúncio
As declarações ocorreram após dias de intensificação das operações militares israelenses no Líbano. Durante o fim de semana, as forças israelenses realizaram sua incursão mais profunda em território libanês em mais de duas décadas. Netanyahu ordenou novos ataques contra os subúrbios do sul de Beirute — área considerada bastião do Hezbollah — no mesmo dia em que Trump anunciou o entendimento.
Contradições sobre as negociações com o Irã
O cenário diplomático ficou ainda mais confuso com versões contraditórias sobre o diálogo entre Estados Unidos e Irã. Enquanto meios de comunicação ligados ao regime iraniano afirmaram que Teerã havia suspendido os contatos em resposta à expansão das operações militares israelenses no Líbano, Trump declarou que as conversas seguem em curso.
A agência semi-oficial Tasnim informou que o time negociador iraniano decidiu suspender “as conversas e a troca de textos por meio de mediadores”, argumentando que os ataques israelenses no Líbano violam o cessar-fogo que, segundo Teerã, também abrange aquele front.
Consultado pela NBC News sobre os relatos de suspensão das conversas, Trump minimizou a possibilidade.
“Acho que está tudo bem se eles pararem de falar”, disse. “Eles são melhores negociadores do que combatentes”, acrescentou, afirmando que Washington não havia recebido nenhuma notificação oficial do Irã.
Mais tarde, no entanto, Trump publicou uma mensagem na Truth Social afirmando que as negociações continuam:
“As conversas continuam, em ritmo acelerado, com a República Islâmica do Irã.”
A ameaça iraniana
A Guarda Revolucionária iraniana classificou as operações israelenses no Líbano e em Gaza como uma violação de “linhas vermelhas” estratégicas e ameaçou responder com “medidas não convencionais”, a abertura de novos fronts e a manutenção da pressão sobre o Estreito de Ormuz.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o cessar-fogo alcançado com os Estados Unidos deve ser aplicado “em todas as frentes, incluindo o Líbano”, e advertiu que Washington e Israel serão responsabilizados pelas consequências de qualquer descumprimento.




















































