🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Sábado (11) no Mercado Livre
🛍️ Ver Ofertas no Mercado Livre🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Sábado (11) na Shopee
🧡 Ver Ofertas na ShopeeSeis em cada dez brasileiros (61%) entendem as agressões contra mulheres como o crime mais grave presente no país, superando problemas como o tráfico de drogas (16%) e os roubos. Os dados são de uma pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (1º) em parceria com o Movimento Mulher 360 — associação sem fins lucrativos que atua pela promoção da equidade de gênero.
ESTILO FARIA LIMA COM 38% OFF: O Loafer Masculino que une o Luxo ao Conforto Absoluto!
Percepção por gênero e idade
A percepção é ainda mais intensa entre as mulheres: 73% delas citam a violência de gênero como o problema mais grave, ante 49% dos homens. Entre mulheres de 16 a 24 anos, o índice chega a 77%.
Aumento dos casos
A maioria dos entrevistados (89%) avalia que os casos de violência contra a mulher aumentaram nos últimos 12 meses. Entre as mulheres, o índice sobe para 94%; entre os homens, é de 83%. Além disso, 71% acreditam que as mulheres correm mais perigo dentro de casa do que fora dela.
Os dados dialogam com números oficiais: o Ministério da Justiça e Segurança Pública registrou, no início de maio de 2026, alta de 7,5% nos crimes de feminicídio no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2025.
Efeito Ripado de Madeira Natural: Papel De Parede Adesivo Ripado Textura 10 Metros
Violência psicológica e patrimonial normalizada
Apesar do reconhecimento amplo da violência física, a pesquisa revela que agressões psicológicas e situações de controle ainda são frequentemente normalizadas.
-
Apenas 55% consideram violência um marido impedir a esposa de sair sozinha para uma comemoração.
-
58% classificam como violência controlar as amizades da parceira.
-
A violência patrimonial também não é reconhecida de forma ampla: apenas 58% veem como violência um marido que controla o salário da esposa.
O cenário muda quando se trata de agressões físicas:
-
Humilhar a companheira em público é reconhecido como violência por 94%.
-
Forçar a esposa a ter relação sexual atinge 95% .
Relatos das vítimas
Em módulo de autopreenchimento respondido por 875 mulheres, o levantamento revelou que três em cada quatro (74%) já viveram alguma situação de violência.
A forma mais comum relatada foi xingamentos ou insultos (59%), seguida de ameaças de bater, empurrar ou chutar (45%) e ser seguida ou intimidada (43%). Violência sexual também foi citada de forma significativa: 38% disseram ter sido tocadas ou agarradas sem permissão. Uma em cada quatro relatou ter sido espancada ou sofreu tentativa de enforcamento, e 22% foram ameaçadas com armas ou facas.
Cada vítima havia passado por, em média, três situações de violência ao longo da vida.
Silêncio e desconfiança nas instituições
Diante da agressão mais grave sofrida nos últimos 12 meses, 37% das mulheres afirmaram não ter tomado nenhuma atitude.
A baixa confiança nas instituições ajuda a explicar o silêncio: apenas 19% das mulheres dizem confiar muito na polícia para protegê-las. Entre os homens, o índice é de 31%.
Enquanto 55% dos homens consideram as leis de proteção às mulheres adequadas, o mesmo percentual de mulheres as considera insuficientes.
Conhecimento da Lei Maria da Penha
A Lei Maria da Penha é conhecida por 97% dos entrevistados, mas apenas 57% sabem o número de telefone para denunciar violência contra a mulher (Ligue 180).
Culpabilização da vítima
A pesquisa também apontou que a culpabilização das vítimas ainda é disseminada: 61% dos entrevistados concordam que muitos casos de violência são consequência de escolhas erradas das mulheres ao buscar um parceiro.
O índice varia conforme a escolaridade: cai de 73%, entre os entrevistados com ensino fundamental, para 48% entre os que têm ensino superior.
Onde buscar ajuda
Mulheres em situação de violência podem ligar para o Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher, disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive nos finais de semana e feriados. O serviço é gratuito, sigiloso e atende também do exterior. Para emergências, o número é o 190 (Polícia Militar). Casos podem ser registrados presencialmente nas Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) ou, em alguns estados, por meio de boletim de ocorrência eletrônico.
Metodologia
A pesquisa foi realizada entre 6 e 11 de abril de 2026, com 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em capitais e regiões metropolitanas de todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para o total da amostra, considerando nível de confiança de 95%.






















































