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O trabalhador brasileiro Rodrigo Reis, de 39 anos, empregado da Petrobras, morreu na terça-feira (3) em um acidente durante a construção da plataforma P-79, no Estaleiro Hanwha, na Coreia do Sul. O incidente ocorreu quando uma estrutura da plataforma colapsou durante um teste de carga, causando a queda de Reis no mar.
Rodrigo, que atuava como supervisor da construção, foi resgatado cerca de 1h30 após a queda e levado ao hospital em parada cardiorrespiratória. Ele não resistiu aos ferimentos e faleceu. A Petrobras emitiu uma nota lamentando a morte do funcionário e informou que está prestando assistência aos familiares e investigando as causas do acidente.
O caso gerou manifestações de pesar e preocupação entre as entidades de classe. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) lamentou o ocorrido e destacou a necessidade de garantir a segurança dos trabalhadores. “É inadmissível que um trabalhador saia de casa para vender sua força de trabalho e não volte para sua família”, afirmou o coordenador-geral da entidade, Deyvid Bacelar.
A plataforma P-79, que está sendo construída para operar no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, tem previsão de entrar em operação em 2026. A Petrobras costuma realizar a primeira etapa da montagem dessas estruturas no exterior e a finalização no Brasil.
Rodrigo Reis era técnico de segurança contratado da estatal desde 2011 e filiado ao Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF). Natural de Paulo Afonso, na Bahia, mas morador do Rio de Janeiro, ele deixa dois filhos. A Petrobras está providenciando o traslado do corpo para Recife, onde o trabalhador será velado.
Há informações de que outros trabalhadores de empresas parceiras também ficaram feridos no acidente, mas a FUP ainda não tem dados precisos sobre o número de vítimas ou o estado de saúde delas.
A morte de Rodrigo acende o alerta sobre os riscos enfrentados por trabalhadores brasileiros atuando fora do país. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a FUP, estima que há pelo menos 608 trabalhadores da Petrobras alocados em escritórios no exterior, além de outros que, como Rodrigo, atuam temporariamente em atividades específicas, o que dificulta a quantificação exata.