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O ministro da Defesa chavista, Vladimir Padrino, anunciou neste domingo (7) um “reforço especial” da presença militar em cinco estados venezuelanos localizados, segundo ele, nas “fachadas caribenha” e “atlântica”. A medida ocorre em meio a uma grande operação antidrogas dos Estados Unidos no Caribe, perto das águas da nação sul-americana.
Padrino detalhou que, por ordem do ditador Nicolás Maduro, “meios e forças” serão mobilizados para fortalecer a presença nos estados de Zulia e Falcón, que descreveu como “uma rota do narcotráfico”. O reforço também ocorrerá na região insular de Nueva Esparta e nos estados de Sucre e Delta Amacuro.
O anúncio de Padrino se dá em um cenário de escalada de tensões entre os dois países. No sábado, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, defendeu o uso da força contra os cartéis de drogas. “Matar membros de cartéis que envenenam nossos cidadãos é o maior e melhor uso de nossas Forças Armadas”, afirmou Vance em sua rede social.
As palavras do vice-presidente ecoam a postura do presidente Donald Trump, que neste domingo lançou uma mensagem curta, mas forte, à ditadura venezuelana. Ao ser questionado se avaliava ordenar ataques contra o narcotráfico no território venezuelano, ele respondeu: “Vocês verão”.
A operação antidrogas dos EUA mobilizou um dos maiores contingentes navais das últimas décadas na região, incluindo oito navios militares, um submarino nuclear e caças F-35 em uma base aérea em Porto Rico. Em uma operação recente, forças americanas lançaram um míssil contra uma embarcação suspeita, resultando na morte de 11 pessoas identificadas por Trump como “narcoterroristas” ligadas ao grupo criminoso Tren de Aragua.
A tensão aumentou ainda mais após um incidente em que caças F-16 venezuelanos sobrevoaram um navio dos EUA. Após o ocorrido, Trump alertou que qualquer aeronave militar venezuelana que represente uma ameaça às forças americanas “será abatida”.
Por sua vez, Maduro afirmou na sexta-feira que o país passaria para uma “etapa de luta armada” se ocorresse uma agressão militar dos Estados Unidos. Maduro disse que a Venezuela ainda está na “fase de luta não armada, que é uma fase política, comunicacional, institucional”, mas que uma resposta armada seria “planificada, organizada, de todo o povo contra a agressão”.
