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Ao menos dez pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas nesta terça-feira (30) em Quetta, capital da província de Baluchistão, no Paquistão, após a explosão de um carro-bomba próximo a um prédio governamental, segundo autoridades locais. Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.
O ministro da Saúde de Baluchistão, Bajt Muhamad Kakar, afirmou ao jornal paquistanês Dawn que “dez pessoas morreram e 32 ficaram feridas” na explosão. O superintendente da Polícia, Muhamad Baluch, informou que o carro-bomba explodiu próximo à sede do Corpo de Fronteira.
O chefe de governo da província, Sarfraz Bugti, condenou o “ataque terrorista” e informou que as forças de segurança mataram quatro suspeitos em uma “resposta rápida e efetiva”, seguida de tiroteio. Em mensagem publicada em sua conta na rede social X, Bugti declarou: “Os terroristas não poderão enfraquecer a determinação da nação com atos covardes. O sacrifício do povo e das forças de segurança não será em vão”.
O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, também condenou o ataque e atribuiu a responsabilidade a “terroristas patrocinados pela Índia”, classificando-os como “extremistas que agem em linha com a agenda de Nova Délhi”. Zardari expressou condolências às famílias das vítimas e apontou o grupo Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP), conhecido como talibãs paquistaneses, como possível envolvido, embora o grupo ainda não tenha se pronunciado.
Autoridades paquistanesas têm criticado o governo talibã no Afeganistão desde agosto de 2021, acusando-o de não agir contra o TTP e seus ataques contínuos. Em resposta, Islamabad ameaçou realizar operações transfronteiriças caso Cabul não confrontasse o grupo.
O ataque levou as autoridades de saúde de Baluchistão a declarar emergência em todos os hospitais de Quetta. No Hospital Balochistan Medical College e no Centro de Traumatologia, todos os médicos, farmacêuticos, enfermeiros e equipes paramédicas foram orientados a permanecer nos hospitais, segundo o secretário de Saúde da província, Mujeebur Rehman.
Baluchistão, a maior província do Paquistão em extensão territorial e rica em recursos naturais, como gás e minerais, também é a mais pobre do país. Há décadas, grupos armados baluchis exigem independência ou maior autonomia, acusando o governo de explorar seus recursos enquanto marginaliza a população local.
Nos últimos anos, a violência aumentou devido à oposição desses grupos a projetos bilionários de investimento da China na região, especialmente o Corredor Econômico China-Paquistão (CPEC), considerado por eles uma forma de “colonialismo econômico”. Em março, uma aliança de grupos separatistas anunciou planos de intensificar ataques contra forças paquistanesas e interesses chineses. Recentemente, em 24 de setembro, várias pessoas ficaram feridas na explosão de uma bomba em um trem de passageiros em Baluchistão.
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