Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
A Polícia do Grande Manchester (GMP) confirmou, nesta sexta-feira (3), que uma das duas vítimas fatais do ataque terrorista ocorrido em uma sinagoga de Manchester, no noroeste da Inglaterra, na última quinta-feira, morreu devido a disparos efetuados por agentes durante a intervenção.
O chefe da GMP, Stephen Watson, informou que um patologista do Ministério do Interior determinou provisoriamente que uma das vítimas falecidas “pareceria ter sofrido uma ferida compatível com um disparo”. Além disso, uma das três pessoas hospitalizadas em estado grave também apresenta ferimentos de bala.
O ataque, ocorrido durante o festival judaico de Yom Kippur na sinagoga de Heaton Park, deixou dois mortos e três feridos em estado grave.
A polícia esclareceu que o suspeito, identificado como o britânico-sírio Jihad Al-Shamie (morto a tiros pelos agentes), não estava de posse de uma arma de fogo. Watson ressaltou que os únicos disparos foram realizados pelos agentes da GMP com armas autorizadas, na tentativa de impedir que o agressor invadisse a sinagoga e causasse mais danos à comunidade judaica.
O chefe da polícia defendeu a ação dos oficiais:
“Portanto, conclui-se que, sujeito a exames forenses adicionais, a ferida (mortal) pode ter ocorrido como uma consequência trágica e imprevista da ação urgente tomada pelos meus oficiais para pôr fim ao ataque violento”, explicou Watson.
Ambas as vítimas atingidas por balas, a fatal e a ferida, estariam “muito perto uma da outra” atrás da porta da sinagoga no momento em que os fiéis tentavam barrar a entrada do atacante.
O agressor, Jihad Al-Shamie, que não estava fichado pela polícia, iniciou o ataque atropelando pedestres com um carro e em seguida esfaqueando um homem próximo ao templo.
As duas vítimas mortas foram identificadas como Adrian Daulby, de 53 anos, e Melvin Cravitz, de 66.
A polícia mantém três supostos cúmplices sob custódia, enquanto as investigações prosseguem para determinar a motivação completa do ataque, que está sendo considerado antissemita.
Em meio ao luto, a ministra do Interior, Shabana Mahmood, e a Polícia pediram aos organizadores de protestos pró-Palestina que os suspendessem por alguns dias para permitir o luto da comunidade judaica, mas uma manifestação de apoio a um grupo pró-palestino proscrito segue convocada para o sábado. (Com informações de EFE)