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Um ataque com drones russos atingiu a estação de trem de Shostka, na região de Sumy, no nordeste da Ucrânia, deixando ao menos 30 feridos e uma pessoa morta, além de afetar dois trens de passageiros em rápida sucessão. O incidente ocorreu neste sábado (4), a cerca de 70 quilômetros da fronteira com a Rússia, em meio à intensificação dos ataques contra a infraestrutura crítica ucraniana, pouco antes de o país enfrentar seu quarto inverno desde o início da invasão russa, em 2022.(Vídeo no final da matéria).
Segundo autoridades ucranianas, o ataque atingiu primeiro um trem local e, em seguida, um comboio com destino a Kiev. O presidente Volodimir Zelensky classificou o ataque como “selvagem” e informou que todos os serviços de emergência foram acionados imediatamente para atender os feridos e avaliar os danos.
“Os russos não podiam ignorar que estavam atacando civis. E isso é um ato de terrorismo que o mundo não deve ignorar. Todos os dias, a Rússia tira vidas humanas. E somente a força pode detê-los. Já ouvimos declarações contundentes da Europa e das Américas, e é hora de transformá-las em ações, junto com todos que se recusam a aceitar assassinatos e terrorismo como algo normal. Palavras não bastam, são necessárias medidas efetivas”, afirmou Zelensky em mensagem divulgada nas redes sociais.
Imagens divulgadas pelo próprio presidente e pelo governador regional, Oleh Hryhorov, mostraram um vagão de passageiros em chamas, evidenciando a gravidade do ataque.
O vice-primeiro-ministro e ministro da Reconstrução, Oleksiy Kuleba, informou que os feridos foram encaminhados a hospitais e receberam atendimento, enquanto outras pessoas presentes na estação foram resguardadas em abrigos sob supervisão de equipes de resgate. Durante a emergência, uma alerta por ataque aéreo permaneceu ativo na região.
Zelensky destacou a rápida mobilização dos serviços de emergência e a prioridade na assistência às vítimas. Kuleba reforçou que a atenção aos feridos foi realizada imediatamente. Hryhorov, ao compartilhar imagens do local, evidenciou o impacto direto sobre a infraestrutura ferroviária e o risco constante enfrentado por civis em áreas próximas à fronteira russa.
O ataque à estação de Shostka integra uma campanha mais ampla de ataques russos contra a rede ferroviária e elétrica da Ucrânia. Nos últimos dois meses, a frequência desses bombardeios aumentou, afetando infraestrutura essencial para transporte militar e vida civil. Desde o início da invasão, Moscou intensificou ataques à rede elétrica, estratégia que Kiev interpreta como tentativa de usar o inverno como arma, privando a população de calefação, energia e água encanada.
Na madrugada de sábado, drones e mísseis russos atingiram novamente a rede elétrica ucraniana, um dia após o que autoridades descreveram como o maior ataque a instalações de gás natural desde o início da invasão. Instalações energéticas próximas a Chernihiv, ao norte de Shostka, sofreram danos que provocaram apagões em cerca de 50 mil residências, segundo o operador regional Chernihivoblenergo. O chefe da administração militar de Chernihiv, Dmytro Bryzhynskyi, confirmou múltiplos incêndios, sem detalhar os alvos exatos.
Na sexta-feira, forças russas realizaram sua maior ofensiva contra instalações de gás natural operadas pelo Grupo estatal Naftogaz, com 381 drones e 35 mísseis lançados no país, conforme a força aérea ucraniana. A estratégia buscava, segundo Kiev, enfraquecer a rede elétrica antes do inverno e desgastar o apoio público ao conflito. Na madrugada seguinte, outros 109 drones e três mísseis balísticos foram lançados, dos quais 73 foram interceptados ou desviados.
O diretor executivo da Naftogaz, Serhii Koretskyi, afirmou que os recentes ataques não têm objetivos militares claros, enquanto a primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko, acusou Moscou de tentar infundir terror entre a população civil.
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