Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
O dólar comercial fechou esta sexta-feira (19) cotado a R$ 5,529, alta de 0,12%, registrando seu maior valor desde 1º de agosto, quando a moeda norte-americana encerrou o dia a R$ 5,545. Durante o pregão, o dólar oscilou entre R$ 5,498 e R$ 5,546.
O mercado reage às últimas movimentações no Congresso Nacional. O Senado deve votar nesta sexta o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2026, que já foi aprovado na Comissão Mista do Orçamento (CMO). O texto prevê R$ 61,4 bilhões em emendas parlamentares para o próximo ano e define um superávit primário de R$ 34,5 bilhões.
O Banco Central (BC) divulgou que as contas externas do Brasil apresentaram déficit primário de R$ 4,9 bilhões em novembro, o maior valor para o mês desde 2021. No acumulado de janeiro a novembro, o Investimento Direto no País (IDP) totalizou US$ 84,2 bilhões, o maior valor desde 2012.
Investidores também acompanham declarações do presidente do BC, Gabriel Galípolo, sobre política monetária. Ele afirmou que não há “portas fechadas” para decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) em janeiro, não descartando um possível corte da Selic, atualmente em 15% ao ano. A ata da última reunião do Copom, entretanto, indicou que o mercado de trabalho apresenta sinais “incipientes” de desaquecimento e que o juro deve permanecer alto por período “bastante prolongado”.
O cenário eleitoral também influencia o mercado. Levantamento da AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta quinta-feira (18) aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera em todas as simulações de segundo turno. Em eventual disputa contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Lula aparece com 49% das intenções de voto, ante 45% do adversário.
No exterior, os principais índices de Wall Street avançaram nesta sexta-feira, com ações de tecnologia ampliando a recuperação após queda recente. O Dow Jones subiu 0,54%, a 48.210,37 pontos; o S&P 500 avançou 0,55%, a 6.811,73 pontos; e a Nasdaq teve alta de 0,69%, para 23.165,18 pontos. A Nike caiu após divulgar resultados afetados por fraqueza de vendas na China.
As bolsas europeias fecharam em alta, atingindo níveis recordes, impulsionadas pelo otimismo nos últimos dias de negociação do ano, com destaque para setores de defesa e bancos. Recentemente, vários bancos centrais divulgaram decisões sobre juros: o Banco da Inglaterra reduziu a taxa básica em 0,25 ponto, enquanto o BCE, Norges Bank e Riksbank mantiveram os juros. O BCE também revisou para cima as projeções de crescimento da zona do euro, indicando expansão de até 1,4% em 2025.