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A laureada com o Prêmio Nobel da Paz, Narges Mohammadi, foi brutalmente espancada enquanto estava presa no Irã, informou o Comitê Nobel da Noruega nesta quarta-feira (11).
De acordo com o comitê, há “relatos confiáveis” de maus-tratos que colocaram a vida de Mohammadi em risco. A ativista, presa em Teerã em dezembro de 2025, teria sofrido agressões severas durante e após sua detenção, segundo informações divulgadas pela CNN.
Mohammadi teria sido espancada com bastões de madeira e cassetetes, arrastada pelos cabelos até que partes do couro cabeludo se rasgassem, e repetidamente chutada na região genital e pélvica, ficando incapaz de sentar ou se mover sem dor intensa, de acordo com o comitê.
As agressões ocorreram durante sua prisão, que aconteceu após a ativista participar de uma cerimônia em homenagem a Khosrow Alikordi, advogado e defensor dos direitos humanos no Irã. Testemunhas relataram que Mohammadi foi espancada pelas forças de segurança iranianas enquanto era colocada em um veículo de transporte, onde a violência teria continuado.
Narges Mohammadi recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2023 e passou grande parte das últimas duas décadas presa na infame prisão Evin, em Teerã. Embora sua pena original tenha sido suspensa no ano passado para permitir sua recuperação após múltiplos ataques cardíacos e uma cirurgia, ela foi condenada novamente no sábado (8) a sete anos de prisão, acusada de “reunião e conluio” e de divulgação de propaganda, segundo seu advogado.
No início de fevereiro, Mohammadi iniciou uma greve de fome para protestar contra sua “detenção ilegal, condições precárias na prisão e a negação de contato com familiares e advogados”, informou sua fundação.
Na semana passada, a ativista chegou a ser liberada temporariamente para atendimento hospitalar, mas, de acordo com seu advogado, ela foi transferida de volta para um centro de detenção em Mashhad antes de concluir o tratamento. Assim como a prisão Evin, os centros de detenção em Mashhad estão no centro de denúncias de abusos de direitos humanos, especialmente contra presos políticos e ativistas contrários ao regime.
A situação de Narges Mohammadi reforça o alerta internacional sobre as condições das prisões no Irã e o tratamento de ativistas que denunciam violações de direitos humanos. Organizações internacionais de defesa dos direitos humanos têm condenado veementemente o tratamento sofrido pela ativista e exigem sua libertação imediata.