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O regime do Irã iniciou nesta segunda-feira (16) exercícios militares no estratégico Estreito de Ormuz, em um movimento que eleva a tensão regional às vésperas de novas negociações nucleares com os Estados Unidos.
As manobras são conduzidas pela Guarda Revolucionária do Irã e incluem simulações de fechamento da rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. O exercício, batizado de “Controle Inteligente do Estreito de Ormuz”, também se estende ao Golfo Pérsico e ao Mar de Omã, com mobilização de embarcações rápidas e armamentos avançados.
A operação é supervisionada pelo comandante da Guarda Revolucionária, general Mohamad Pakpur. Segundo a mídia estatal iraniana, o foco é testar a capacidade de “reação rápida” diante de supostas ameaças à segurança do país.
Teerã ameaça há anos bloquear o estreito como resposta a sanções internacionais ou pressões diplomáticas. Governos ocidentais veem essa estratégia como um fator permanente de instabilidade para o mercado energético e para a segurança no Oriente Médio.
A movimentação militar coincide com o envio de uma poderosa frota norte-americana ao Golfo Pérsico. O presidente Donald Trump determinou o deslocamento do porta-aviões USS Gerald R. Ford e embarcações de escolta para a região, em um gesto interpretado como advertência ao regime iraniano. Trump afirmou que, caso não haja acordo, os Estados Unidos manterão “uma força muito grande” na área para conter eventuais tentativas de desestabilização.
As manobras ocorrem também em meio à preparação de negociações nucleares previstas para Genebra, com mediação de Omã. Representantes iranianos e norte-americanos devem discutir limites ao enriquecimento de urânio e eventual alívio de sanções.
O regime liderado pelo aiatolá Ali Khamenei já indicou que não aceita “enriquecimento zero” nem restrições ao programa de mísseis balísticos, considerados linha vermelha por Teerã.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pressiona Washington a exigir a retirada do urânio enriquecido do território iraniano, além do fim do apoio a milícias regionais e limites rigorosos ao alcance dos mísseis do país.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que negociar com o Irã “não é fácil” e descreveu o governo iraniano como liderado por “clérigos radicais”.
O novo ciclo de exercícios militares ocorre meses após o conflito de 12 dias registrado em junho do ano passado, quando Israel e Estados Unidos bombardearam instalações nucleares iranianas. Desde então, a Guarda Revolucionária tem reforçado que seus mísseis e sua capacidade defensiva não estão em negociação.
A intensificação da presença militar no Golfo Pérsico mantém elevada a tensão em uma das regiões mais sensíveis para a economia global, enquanto o controle do Estreito de Ormuz segue como principal instrumento de pressão estratégica do regime iraniano nas tratativas diplomáticas.
