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O presidente Donald Trump avisou nesta quinta-feira (19) que o Irã precisa chegar a um acordo sobre seu programa nuclear “ou coisas realmente ruins acontecerão”. Ele estabeleceu um prazo de 10 a 15 dias, reforçando a pressão sobre Teerã, que ameaçou retaliar contra bases americanas na região caso seja atacado.
Em declaração durante a primeira reunião de seu Conselho da Paz em Washington, Trump afirmou que as negociações com o Irã avançam, mas destacou que um acordo “significativo” é indispensável. Questionado posteriormente a bordo do Air Force One, disse:
“Acho que esse tempo seria suficiente; 10 ou 15 dias, praticamente o máximo.”
Trump não detalhou quais seriam as consequências, limitando-se a repetir que “coisas realmente ruins” ocorreriam caso o Irã não chegasse a um acordo.
O governo iraniano respondeu à pressão americana. Em carta enviada ao Conselho de Segurança da ONU, o embaixador Amir Saeid Iravani declarou que o país não busca guerra, mas que qualquer agressão será respondida de forma “decisiva e proporcional”.
“Todas as bases, instalações e ativos da força hostil na região constituiriam alvos legítimos no contexto da resposta defensiva do Irã”, afirmou Iravani.
O país realizou esta semana um simulacro com fogo real no Estreito de Ormuz, ponto estratégico por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente.
A tensão é reforçada pela presença de mais navios de guerra e aeronaves dos EUA na região, incluindo o porta-aviões USS Gerald R. Ford, próximo à costa do Mediterrâneo. Segundo especialistas, o reforço militar não garante um ataque imediato, mas aumenta a capacidade de Trump caso ele decida agir.
Enquanto isso, aliados internacionais também tomam medidas de precaução: a Polônia orientou seus cidadãos a deixarem o Irã imediatamente, e a Alemanha retirou parte do seu pessoal não essencial de uma base no norte do Iraque.
Israel também monitora a situação e está pronto para responder a qualquer ataque iraniano. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou:
“Estamos preparados para qualquer cenário. Se o Irã atacar Israel, experimentarão uma resposta que nem sequer podem imaginar.”
Trump e Netanyahu têm defendido que qualquer acordo com o Irã não apenas encerre o programa nuclear, mas também limite o arsenal de mísseis e os vínculos com grupos militantes como Hamás e Hezbollah.
O Irã mantém que seu programa nuclear é pacífico, enquanto os EUA e aliados suspeitam do objetivo de desenvolver armas nucleares. O país também tem enfrentado instabilidade interna, com protestos massivos e repressão das autoridades.
Com o prazo dado por Trump, a comunidade internacional acompanha de perto a situação, que mistura pressão diplomática, movimentação militar e negociações nucleares delicadas, aumentando o risco de um conflito maior no Oriente Médio.