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O regime do Irã testou um novo míssil naval de defesa aérea de longo alcance, denominado “Sayyad-3G”, durante exercícios da Marinha da Guarda Revolucionária no estratégico Estreito de Ormuz. O anúncio foi feito neste sábado pela imprensa iraniana, em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos.
During the ‘Smart Control’ naval drill in the Strait of Hormuz, Iran successfully test-fired its first sea-based Sayyad-3G air defense missile from the Shahid Sayyad Shirazi vessel, giving its navy a 150-km air defense range.
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— Press TV 🔻 (@PressTV) February 21, 2026
Segundo a agência Mehr, o míssil foi lançado do navio de guerra “Shahid Sayyad Shirazi” durante as manobras chamadas “Controle Inteligente do Estreito de Ormuz”, realizadas no início da semana. As autoridades iranianas afirmam que o sistema tem alcance de até 150 quilômetros e é capaz de interceptar caças, drones de grande altitude, aeronaves de patrulha marítima e determinados mísseis de cruzeiro.
De acordo com Teerã, o equipamento utiliza lançadores verticais (VLS), que oferecem cobertura de 360 graus, reduzem o tempo de reação e permitem disparos consecutivos diante de ataques múltiplos. O teste ocorreu em um momento delicado, marcado pela retomada das negociações indiretas sobre o programa nuclear iraniano.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na sexta-feira que avalia possíveis ataques limitados contra o Irã para pressionar por um acordo nuclear. Washington defende que o pacto inclua restrições aos mísseis balísticos iranianos, algo rejeitado por Teerã.
As negociações, mediadas por Omã, tiveram rodadas realizadas em Mascate e Genebra neste mês. O governo iraniano afirmou ter alcançado consenso sobre “princípios orientadores” para um acordo, enquanto os Estados Unidos reconheceram avanços, mas disseram que ainda há divergências sobre pontos considerados essenciais pela Casa Branca.
Em entrevista à MSNBC, o chanceler iraniano Abbas Araqchi declarou que apresentará nos próximos dias um rascunho de possível acordo, mas advertiu que, caso os EUA utilizem “a linguagem da força”, o Irã responderá da mesma forma.
A imprensa americana informou que as Forças Armadas dos EUA estariam prontas para uma eventual ação militar, aguardando autorização presidencial. O país realiza atualmente o maior deslocamento militar para o Oriente Médio desde a guerra do Iraque, em 2003. O porta-aviões USS Abraham Lincoln já opera na região, enquanto o USS Gerald R. Ford segue em direção ao Oriente Médio.
No ano passado, os Estados Unidos bombardearam três das principais instalações nucleares iranianas durante o conflito de 12 dias entre o Irã e Israel, ampliando a instabilidade regional.