Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu um novo prazo para que o Irã avance nas negociações sobre seu programa nuclear e não descartou a possibilidade de ataques militares caso não haja acordo nos próximos 10 a 15 dias.
Representantes americanos devem se reunir com autoridades iranianas nesta quinta-feira, em Genebra, na Suíça, para discutir um novo pacto nuclear. A delegação dos EUA será liderada pelo enviado especial Steve Witkoff e contará com a participação de Jared Kushner, genro do presidente.
Irã afirma estar preparado
Do lado iraniano, o líder supremo Ali Khamenei tem reforçado a retórica de resistência. Segundo o jornal The New York Times, Khamenei já teria organizado uma linha de sucessão para cargos militares e governamentais estratégicos, numa preparação para possíveis cenários de crise.
Ali Larijani, assessor de segurança nacional e aliado próximo do líder iraniano, afirmou à emissora Al Jazeera, no Catar, que o país está preparado para qualquer desdobramento.
“Estamos prontos. Estamos mais fortes do que antes. Identificamos nossas fraquezas e as corrigimos. Não buscamos guerra, mas responderemos se formos forçados”, declarou.
Pressão militar e reação no Congresso
Trump tem sido pressionado por assessores a considerar ataques diretos a instalações do regime iraniano caso as negociações fracassem. No entanto, o debate interno em Washington se intensifica.
Os congressistas Thomas Massie, republicano do Kentucky, e Ro Khanna, democrata da Califórnia, pretendem apresentar uma resolução para limitar os poderes de guerra do presidente, exigindo autorização do Congresso antes de qualquer ação militar contra o Irã.
Por outro lado, o senador Lindsey Graham defende uma postura mais dura. Em entrevista ao site Axios, ele afirmou que ignorar as ameaças iranianas pode trazer consequências graves.
Protestos internos e apoio dos EUA
A tensão ocorre em meio ao aumento de protestos no Irã desde o início do ano. O governo iraniano tem restringido o acesso à internet e às linhas telefônicas para conter a disseminação de informações. Ainda assim, manifestantes conseguem se comunicar com o exterior por meio da tecnologia de satélites Starlink, do empresário Elon Musk.
Trump tem manifestado apoio público aos protestos e advertido as autoridades iranianas contra o uso de força excessiva. Em publicação na rede Truth Social, afirmou que “o Irã está olhando para a liberdade como talvez nunca antes” e declarou que os Estados Unidos estão prontos para ajudar.
Histórico recente
Em junho, o presidente ordenou uma operação militar que utilizou bombas de grande potência contra três das principais instalações nucleares iranianas. A ação foi batizada pela Casa Branca de “Operation Midnight Hammer”.
Agora, com o novo prazo estabelecido, o cenário permanece incerto. Caso as negociações em Genebra não avancem, o risco de uma escalada militar volta ao centro do tabuleiro geopolítico internacional.
