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Novas imagens chocantes obtidas pelas autoridades suíças confirmam a principal linha de investigação sobre o incêndio que devastou o bar Le Constellation durante as celebrações de Ano Novo. O vídeo mostra o exato instante em que o uso de itens pirotécnicos em um ambiente fechado e com teto baixo deu início à tragédia que deixou 41 mortos e 115 feridos na luxuosa estação de esqui de Crans-Montana.
As imagens corroboram a tese dos promotores de que o fogo começou quando garrafas de champanhe, equipadas com velas de faísca (sparklers), foram erguidas muito próximas ao forro do teto. O material de isolamento acústico, composto por uma espuma altamente inflamável, entrou em combustão instantânea ao contato com as faíscas.
Testemunhas e investigadores descrevem um cenário de imprudência que levou a um fenômeno físico mortal conhecido como flashover — quando todo o material combustível de um recinto entra em ignição simultaneamente, gerando explosões em cadeia.
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A Origem: Os proprietários do bar, Jacques e Jessica Moretti, apontaram a garçonete Cyane Panine, de 24 anos, como a responsável acidental pelo início das chamas. Ela estava sendo carregada nos ombros por outro funcionário, Mathieu Aubrun.
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O Obstáculo: Relatórios oficiais indicam que Cyane usava um capacete como parte de uma fantasia de Ano Novo, o que limitava sua visão periférica e vertical, impedindo-a de notar que as faíscas tocavam o teto.
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O Pânico: Victoria, uma das sobreviventes, relatou à imprensa francesa que “o teto inteiro pegou fogo em segundos”. A música alta impediu que muitos percebessem o perigo de imediato, e o início do incêndio causou um efeito manada em direção a uma escada estreita, a única saída do porão onde funcionava o bar.
Entre as vítimas fatais, a maioria era composta por adolescentes e jovens entre 14 e 39 anos. A própria garçonete, Cyane Panine, não conseguiu deixar o local e morreu momentos após o início do fogo.
Atualmente, quatro pessoas estão sob investigação criminal: os dois proprietários do estabelecimento, o chefe de segurança pública de Crans-Montana e um ex-oficial de segurança contra incêndios da região.
O Ministério Público de Sion emitiu uma carta rogatória internacional para a França, solicitando o interrogatório de quatro cidadãos franceses que trabalhavam no local na noite do desastre, incluindo Mathieu Aubrun, o garçom que carregava Cyane no momento do incidente.