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O Exército dos Estados Unidos registrou neste domingo (8) a sétima baixa militar na guerra contra o Irã. Um soldado morreu no sábado (7), na Arábia Saudita, em decorrência de ferimentos sofridos em 1º de março, quando o regime iraniano lançou sua primeira onda de ataques de retaliação contra posições militares americanas na região. A identidade do militar não foi divulgada, seguindo o protocolo que determina a comunicação prévia à família.
O caso foi confirmado pelo Comando Central dos Estados Unidos, que informou em comunicado que o soldado morreu “em consequência dos ferimentos recebidos durante os ataques iniciais do regime iraniano”. O comando não divulgou detalhes sobre a unidade à qual o militar pertencia nem sobre as circunstâncias do ataque.
As seis mortes anteriores ocorreram também em 1º de março, no Kuwait, quando um drone iraniano atingiu diretamente um centro de operações táticas no porto de Shuaiba. As vítimas eram reservistas: o major Jeffrey O’Brien (45 anos), o capitão Cody Khork (35), os sargentos de primeira classe Noah Tietjens (42) e Nicole Amor (39), o sargento Declan Coady (20, promovido postumamente) e o suboficial-chefe Robert Marzan (54). Todos integravam o 103º Comando de Apoio, com base em Des Moines, no estado de Iowa.
No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, participou na Base Aérea de Dover, em Delaware, da cerimônia de traslado dos corpos dos seis primeiros militares mortos. Ao lado do vice-presidente JD Vance, do secretário de Defesa Pete Hegseth e da primeira-dama Melania Trump, ele prestou continência aos caixões cobertos com a bandeira americana. Após a cerimônia, Trump afirmou que o momento foi “um dia muito triste”, mas declarou que os Estados Unidos “estão vencendo a guerra”.
O conflito começou em 28 de fevereiro, após ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel que resultaram na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Em resposta, o Irã lançou ondas de mísseis e drones contra Israel e contra países que abrigam bases ou tropas americanas, como Kuwait, Arábia Saudita, Baréin, Emirados Árabes Unidos, Qatar e Jordânia.
Grande parte dos ataques foi interceptada, mas houve danos à infraestrutura civil. O governo do Baréin acusou o Irã de atingir uma usina de dessalinização que abastece milhões de pessoas. Já na Arábia Saudita, projéteis iranianos atingiram áreas próximas à refinaria de Ras Tanura, uma das maiores do mundo, aumentando temores de impacto no fornecimento global de energia.
Após a morte de Ali Khamenei, a Assembleia de Especialistas do Irã anunciou neste domingo (8) a nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do país, sucedendo o pai. Em comunicado, o órgão afirmou que a escolha ocorreu após uma sessão extraordinária e foi baseada no voto decisivo de seus representantes.
A morte do militar na Arábia Saudita evidencia a ampliação geográfica do conflito, que inicialmente se concentrava no Kuwait e agora se estende a outros países do Golfo. A expansão da guerra aumenta a pressão diplomática na região e pode complicar ainda mais o cenário político e militar no Oriente Médio. Segundo Trump, o conflito pode se prolongar por até cinco semanas.
