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A capital do Irã, Teerã, foi coberta por densas nuvens negras e uma perigosa “chuva negra” na manhã deste domingo (8), após ataques aéreos israelenses atingirem instalações de petróleo e depósitos de combustível na noite de sábado. Este é o primeiro ataque direto contra a infraestrutura energética iraniana desde o início da “Operação Fúria Épica”, há uma semana.
Moradores da capital relataram o fenômeno da chuva saturada de óleo, que deixou telhados e ruas cobertos por um líquido escuro e viscoso. O Crescente Vermelho iraniano emitiu um alerta urgente, informando que as explosões nos depósitos liberaram quantidades significativas de compostos tóxicos de hidrocarbonetos, enxofre e óxidos de nitrogênio na atmosfera.
“Em caso de precipitação, a chuva resultante é extremamente perigosa e altamente ácida”, alertaram as autoridades de saúde, reforçando que o contato com a substância pode causar queimaduras na pele e danos pulmonares graves.
De acordo com a agência de notícias iraniana Fars, os ataques atingiram quatro instalações de armazenamento e um centro de produção em Teerã e Alborz. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram colunas de fogo iluminando o céu da capital. O bombardeio resultou na morte de quatro motoristas de caminhões-tanque.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) assumiram a autoria do ataque, justificando que o alvo era a “infraestrutura militar do regime terrorista iraniano”.
“As forças militares do regime fazem uso direto e frequente desses tanques de combustível para operar infraestrutura militar e distribuir combustível para entidades de defesa”, afirmaram as IDF em nota oficial.
O ataque direto ao suprimento de óleo do Irã — o primeiro desde o início da ofensiva conjunta entre EUA e Israel em 28 de fevereiro — provocou uma reação imediata nos mercados internacionais.
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Brent: Atingiu US$ 86 por barril na sexta-feira.
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WTI: Saltou para cima dos US$ 90.
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Combustíveis: Nos EUA, a média nacional da gasolina subiu para US$ 3,32 por galão.
Investidores temem que o prolongamento do conflito leve a um bloqueio duradouro no Estreito de Ormuz, rota marítima vital por onde passa 20% de todo o petróleo mundial. Economistas alertam que o fechamento desta via pode disparar os preços da gasolina globalmente e pressionar a inflação.
Apesar do cenário de tensão, o Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou na última semana que os preços dos combustíveis devem baixar em uma questão de “semanas, não meses”.