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A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta sexta-feira (27) que interceptou três navios que tentavam transitar pelo estreito de Ormuz, bloqueando a passagem para embarcações provenientes ou destinadas a portos ligados a aliados e simpatizantes dos inimigos sionistas-estadunidenses.
Segundo comunicado publicado no site oficial Sepah News, a ação ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmava que o estreito permanecia aberto:
“Esta manhã, três navios portacontêineres de diferentes nacionalidades foram interceptados após advertência da Marinha da Guarda Revolucionária”, disse a entidade.
“É proibido o movimento de qualquer navio desde ou para portos de origem pertencentes a aliados e simpatizantes dos inimigos sionistas-estadunidenses, por qualquer corredor.”
A empresa de inteligência do mercado energético Kpler informou que dois dos navios interceptados pertenciam à companhia chinesa COSCO, e tentaram cruzar o estreito próximo à costa iraniana, mas tiveram de retornar. De acordo com a análise, essas embarcações estavam retidas no Golfo desde o início do conflito, desencadeado pelos ataques americanos e israelenses em 28 de fevereiro.
“Este é o primeiro intento de travessia deste tipo por uma grande empresa de navegação desde o começo do conflito”, afirmou Rebecca Gerdes, analista da Kpler.
O episódio ocorre em meio à prorrogação anunciada por Trump de seu ultimato a Teerã para reabrir o estreito de Ormuz, inicialmente previsto para vencer nesta sexta-feira, mas agora estendido até 6 de abril. O presidente americano ameaçou destruir a infraestrutura energética iraniana caso o país não cumprisse as demandas.
Segundo Trump, houve avanços nas negociações, com sinais de boa vontade do Irã, que permitiu a passagem de dez petroleiros americanos pelo estreito. A extensão do prazo, segundo a Casa Branca, depende da avaliação do time de negociação liderado pelo vice-presidente JD Vance, pelo enviado especial Steve Witkoff e pelo assessor Jared Kushner.
Durante reunião de gabinete, Witkoff confirmou a disposição de Teerã para o diálogo e informou que Washington apresentou uma proposta de 15 pontos, mediada pelo Paquistão, para encerrar o conflito. O ministro de Relações Exteriores paquistanês, Ishaq Dar, confirmou as conversas indiretas entre os dois países. Em resposta, o Irã exigiu garantias de não repetição e que qualquer acordo tenha efeito em “todos os fronts”, incluindo Líbano e Iraque.
O estreito de Ormuz é estratégico para o transporte de petróleo mundial, responsável por cerca de 20% do abastecimento global. A tensão entre Irã e Estados Unidos mantém alerta o mercado internacional, com impactos diretos na cotação do petróleo e na segurança do tráfego marítimo na região.