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O regime do Irã suspendeu o trânsito de petroleiros pelo Estreito de Ormuz após os recentes ataques de Israel em território do Líbano. A informação foi divulgada pela agência iraniana Fars, que apontou a medida como uma resposta direta às ações militares israelenses na região.
Segundo a publicação, “simultaneamente com os ataques de Israel ao Líbano, o trânsito de petroleiros pelo Estreito de Ormuz foi interrompido”. A via marítima é considerada estratégica para o transporte global de petróleo, e qualquer bloqueio gera impactos imediatos nos mercados internacionais de energia.
Em paralelo, a Marinha iraniana emitiu alertas a embarcações que permanecem na região. De acordo com mensagem reproduzida pelo jornal The Guardian, navios foram advertidos a não tentar atravessar o estreito sem autorização. Autoridades chegaram a afirmar que embarcações que desrespeitarem a ordem poderão ser atacadas.
Fontes do setor marítimo confirmaram as ameaças e indicaram que o tráfego permanece restrito. Ainda assim, a agência Fars informou que dois petroleiros receberam autorização excepcional para cruzar o estreito na manhã desta quarta-feira, após a entrada em vigor de um cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos.
A decisão ocorre poucas horas após sinais de retomada gradual da navegação na região. Imagens registradas no dia 8 de abril, próximo à costa de Musandam, em Omã, mostraram embarcações voltando a circular pelo corredor marítimo.
Dados da plataforma de monitoramento MarineTraffic indicam que centenas de navios permanecem na área, incluindo mais de 400 petroleiros, além de embarcações de transporte de gás liquefeito. Muitos deles estavam parados devido à interrupção prolongada do tráfego.
O trânsito no Estreito de Ormuz havia começado a ser retomado após o anúncio de uma trégua de duas semanas entre Estados Unidos e Irã, mediada pelo Paquistão, depois de semanas de confrontos no Oriente Médio. O acordo foi anunciado pelo presidente Donald Trump.
O estreito havia sido fechado oficialmente em 2 de março, em meio à escalada militar que restringiu o fluxo de petróleo para diversos mercados globais. A interrupção elevou os preços do petróleo e aumentou a volatilidade econômica.
A nova suspensão ocorre em um cenário ainda instável, com tensões persistentes na região e alertas diretos às embarcações que permanecem nas proximidades do Estreito de Ormuz.