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O governador do Pará, Hélder Barbalho (MDB), disse em entrevista à Veja, que a situação do estado é “gravíssima, muito crítica” e vê a possibilidade de Belém, capital do Estado, seguir o mesmo caminho de Manaus, que está sem leitos para atender os pacientes com a covid-19. O Pará já tem 91% dos leitos de UTI ocupados.
“Eu não posso descartar essa hipótese de Belém ficar igual a Manaus. Nós estamos num momento muito crítico. Situação gravíssima, principalmente porque temos aqui a falência da porta de entrada, o que acabou por rapidamente agravar a situação das UTIs. As unidades básicas de saúde [municipais] não estão cumprindo com o papel de orientação, fundamentalmente na região metropolitana”, afirma Hélder Barbalho.
E mais:
“Já as unidades de pronto atendimento e prontos-socorros principalmente de Belém estão da mesma forma. Ontem assistimos o que já vinha sendo recorrente: unidade pronto atendimento com porta fechada, pronto-socorro não mais recebendo paciente”.
A crítica de Barbalho atinge diretamente o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB): “As pessoas estão indo até a UPA [Unidade de Pronto Atendimento], ficam sem atendimento, e, quando chegam para nós, já estão em um nível de agravamento com obrigação de internação”.