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O vice-presidente, general Hamilton Mourão, criticou o ataque da Rússia à Ucrânia e comparou o líder russo, Vladimir Putin, ao ditador nazista da Alemanha, Adolf Hitler. A declaração foi feita na manhã desta quinta-feira (24).
Mourão disse que apenas sanções econômicas contra a Rússia não são suficientes, sendo necessário também o uso da força. De acordo com ele, se não for feito nada, outros países da região poderão ser invadidos depois pelos russos.
“Tem que haver o uso da força, realmente um apoio à Ucrânia, mais do que está sendo colocado. Essa é a minha visão. Se o mundo ocidental pura e simplesmente deixar que a Ucrânia caia por terra, o próximo será a Bulgária, depois os Estados bálticos, e assim sucessivamente, assim como a Alemanha hitlerista fez nos anos 30”, afirmou Mourão em rápida entrevista à imprensa ao chegar ao Palácio do Planalto.
Ele afirmou que o mundo está como em 1938. Foi uma referência às concessões feitas a Hitler, que ocupou parte do território da Tchecoslováquia. Na época, França e Reino Unido concordaram com isso na esperança de evitar uma guerra. Mas o que ocorreu foi que, em 1939, a Alemanha invadiu a Polônia, dando início à Segunda Guerra Mundial, que terminou apenas em 1945.
“O mundo ocidental está igual ficou em 1938 com Hitler. Faz um apaziguamento. Putin não respeita o apaziguamento. Essa é a realidade. Se não houver uma ação bem significativa… E na minha visão, meras sanções econômicas, que é uma forma intermediária de intervenção, não funcionam. Vamos lembrar que o Iraque passou mais de 20 anos com sanções econômicas. Nada mudou. O Irã está há não sei quanto tempo com sanção econômica. Também nada mudou”, disse o vice-presidente
Mourão ainda afirmou: “O sistema internacional pode ser rachado, abalado, e nós vamos voltar ao tempo das cavernas. Cada uma faz o que quer e bem entende. Não há respeito entre os povos, às nações. O conceito de soberania se dissolve a partir do momento em que um Estado mais forte julga que pode meter a mão no Estado mais fraco e continuar tudo como dantes”.
Ele até citou uma frase famosa de Karl Marx para comentar a situação:
“A gente tem que olhar sempre a História. Ora, ela se repete como farsa, ora como tragédia. Neste caso, está se repetindo como tragédia”.
Rememorou também o imperialismo russo, inclusive durante o período da União Soviética, ao dominar outros povos vizinhos, avaliando que a Rússia está exercendo novamente esse papel.