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🧡 Ver Ofertas na ShopeeDurante agenda oficial na Espanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (18) que, apesar das condenações relacionadas aos atos de 2022, o extremismo político no Brasil segue ativo e deve voltar a disputar eleições. (Vídeo no final da matéria)
A declaração foi feita durante a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia. Em seu discurso, Lula mencionou a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de militares investigados nos episódios.
“E posso dizer para vocês, companheiros, no meu Brasil nós acabamos de derrotar o extremismo. Nós temos um ex-presidente preso, condenado a 27 anos de cadeia. Nós temos quatro generais de quatro estrelas presos porque tentaram dar um golpe. Mas o extremismo não acabou. Ele continua vivo e vai disputar a eleição outra vez”, disse.
Com Bolsonaro inelegível e preso, o cenário eleitoral deste ano inclui nomes da oposição, entre eles o senador Flávio Bolsonaro.
Ainda no evento, Lula defendeu o multilateralismo e voltou a fazer críticas à Organização das Nações Unidas e ao Conselho de Segurança da entidade, formado por China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia. Segundo o presidente, o grupo deveria ser ampliado.
“A ONU é um instrumento muito valioso se ela funcionar. E ela precisa funcionar para garantir que, por exemplo, as plataformas sejam reguladas no mundo inteiro, para todo mundo”, afirmou.
O presidente também comentou sobre a atuação de líderes estrangeiros em processos eleitorais. “Não pode um presidente da República de um outro país interferir na eleição de outro, pedir voto para outro. Cadê a soberania eleitoral, cadê a soberania territorial?”, declarou.
Levantamentos recentes de intenção de voto indicam cenário competitivo para a eleição presidencial de outubro. Pesquisa do Datafolha aponta Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio Bolsonaro com 35%. Em eventual segundo turno, os dois aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
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