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A juíza Gabriela Hardt, da 9ª Vara Federal de Curitiba, tirou nesta quinta-feira (23) o sigilo de documentos da operação que prendeu ontem nove membros do PCC (Primeiro Comando da Capital).
De acordo com as investigações, o plano da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) era sequestrar até abril deste ano, não apenas senador Sérgio Moro (União Brasil), mas também a mulher e os filhos do casal.
Segundo os investigadores, os atentados e o sequestro da família de Moro teriam um de dois objetivos: preferencialmente forçar remoção de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, chefe da facção criminosa, do presídio federal de Brasília, devolvendo-o para o sistema prisional estadual de São Paulo. Também tinha como objetivo abrandar as regras de isolamento de Marcola na penitenciária federal de segurança máxima, permitindo visitas íntimas.
Quando era ministro na gestão Bolsonaro, Moro ordenou a transferência de líderes da organização criminosa para presídios de segurança máxima, numa tentativa de enfraquecer o grupo. A transferência acontece com autorização da Justiça, depois de pedidos protocolados pelos ministérios públicos estaduais.
Marcola foi transferido do sistema penitenciário estadual de São Paulo para a penitenciária federal em Brasília em fevereiro de 2019. Outros 21 membros da cúpula do PCC foram transportados em um avião das Forças Armadas para presídios federais a partir do aeroporto de Presidente Prudente.