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O governo federal apresentará nesta sexta-feira (27) um relatório paralelo à CPMI do INSS que indiciará 170 pessoas e responsabilizará a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por falhas em sistemas de controle e omissão que teriam permitido a expansão de esquemas fraudulentos de descontos associativos em aposentadorias.
Segundo o documento, atos normativos durante o governo Bolsonaro teriam removido barreiras de fiscalização, criando “ambiente propício para expansão do esquema de fraudes”. O relatório detalha oito núcleos de atuação, liderados por empresários e lobistas, todos investigados pela Polícia Federal. Entre eles está Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador central do esquema.
Os núcleos identificados são:
- Conafer, liderado por Carlos Lopes;
- CBPA, sob comando de Abraão Lincoln Ferreira da Cruz;
- Maurício Camisotti, empresário paulista;
- Golden Boys, formado por Américo Monte Jr, Anderson Cordeiro, Felipe Macedo Gomes e Igor Delecrode;
- Cecília Mota, liderado por Cecília Rodrigues Mota em Fortaleza;
- Alexsandro Prado (“Lequinho”), operando em Sergipe;
- Domingos Sávio, atuando em Minas Gerais e Brasília;
- Antônio Carlos Camilo Antunes (“Careca do INSS”), centralizando a articulação entre os núcleos.
O relatório também aponta a participação de servidores da gestão Bolsonaro, incluindo José Carlos Oliveira (ex-presidente do INSS), Edson Yamada, Virgílio Oliveira, André Fidelis, Jucimar Fonseca da Silva e Alexandre Guimarães. A atuação de Onyx Lorenzoni, ex-ministro do Trabalho e Previdência, também é destacada, principalmente pelo recebimento de doação de campanha do dirigente de uma das entidades investigadas e pela ligação do filho do político a empresas que faturaram milhões com os descontos suspeitos.
O documento, que busca ser aprovado como parecer final do grupo governista na CPMI, será apresentado em sessão marcada por disputa com o parecer do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), de oposição, que possui mais de 5 mil páginas e pretende indiciar mais de 200 pessoas, incluindo possíveis nomes ligados ao atual governo.
Segundo o sumário do relatório, a estratégia do governo é reforçar que o crescimento da arrecadação de entidades fraudulentas em 2023 e 2024 decorre de acordos técnicos firmados durante a gestão Bolsonaro, destacando a responsabilidade da ex-gestão no controle e fiscalização do INSS.