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Uber demite 23% da equipe de RH e recrutamento em reestruturação global; impacto no Brasil ainda é incerto
A gigante de tecnologia Uber anunciou, nesta quinta-feira (4), a demissão de 23% dos funcionários das áreas de recursos humanos, recrutamento e cultura. O movimento faz parte de uma reestruturação liderada pela nova presidente da empresa, Jill Hazelbaker, com o objetivo de simplificar a gestão das equipes.
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Apesar do percentual elevado dentro da divisão afetada, a empresa destacou que os desligamentos representam menos de 1% do quadro total de funcionários, que conta com cerca de 34 a 35 mil colaboradores em todo o mundo. A Uber não divulgou o número exato de profissionais dispensados.
Em comunicado interno, a nova presidente da empresa afirmou que a decisão busca construir uma “organização mais conectada, moderna e operacionalmente excelente”. O CEO da empresa, Dara Khosrowshahi, também enviou um memorando aos colaboradores, afirmando que as mudanças são necessárias para “maximizar a eficácia da equipe de Pessoas e o enorme potencial que temos pela frente”.
A empresa fez questão de esclarecer que os cortes não estão relacionados aos investimentos em inteligência artificial (IA). A informação contrasta com movimentos recentes de outras big techs, como Meta e Oracle, que realizaram demissões em massa enquanto ampliavam investimentos na área. No memorando, a Uber também destacou que a reorganização busca simplificar processos e aproximar as equipes das áreas de negócios.
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A reestruturação ocorre semanas após a executiva Jill Hazelbaker assumir a presidência da empresa, ampliando suas responsabilidades na estrutura corporativa, que agora incluem as áreas de segurança e de “Pessoas e Locais”. Segundo a Bloomberg, boa parte dos cortes atinge cargos de liderança.
Funcionários de recursos humanos que haviam sido autorizados a trabalhar remotamente estão sendo chamados de volta ao escritório para cumprir a política de três dias presenciais por semana. A empresa afirmou ainda que mantém mais de 800 vagas abertas, incluindo posições ligadas ao desenvolvimento de soluções de mobilidade autônoma.
A empresa não informou se funcionários no Brasil foram afetados pela reestruturação. A Uber possui um centro de tecnologia na capital paulista, com cerca de 500 engenheiros, e não esclareceu se os cortes vão impactar a sede da empresa no país.





















































