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O aumento global dos casos de cálculos renais levou especialistas a reforçarem a importância da hidratação como principal medida preventiva. De acordo com uma reportagem do site especializado Eating Well, citada pelo Infobae, beber a quantidade adequada de água diariamente é a estratégia mais eficaz para reduzir o risco de formação das temidas pedras nos rins.
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A nutricionista Jessica Clancy-Strawn explica que a recomendação geral para adultos é a ingestão de 2,5 a 3 litros de líquidos por dia, o que resulta em cerca de 2,5 litros de urina excretados. Para quem não tem como medir o volume exato, os especialistas sugerem a “prova da cor da urina”: um tom claro indica hidratação adequada, enquanto a urina escura sinaliza a necessidade de aumentar a ingestão de líquidos.
Whitney Stuart, dietista ouvida pelo Eating Well, destaca que a hidratação atua diretamente no pH, no fluxo e na concentração da urina, fatores essenciais para a prevenção. Um floco contínuo e um pH equilibrado “diminuem o risco de formação de cálculos”.
O mecanismo é simples: quando o fluxo urinário é elevado, as partículas e os cristais são eliminados antes que possam se agrupar e formar pedras maiores. Para pessoas com predisposição, a excreção de menos de 900 ml de urina por dia aumenta significativamente o risco. Além disso, a hidratação adequada dilui minerais como cálcio, oxalato e ácido úrico, dificultando seu acúmulo e solidificação.
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Dicas práticas para melhorar a hidratação
Para ajudar na missão diária, os especialistas recomendam:
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Começar o dia com um ou dois copos de água antes de qualquer outra bebida.
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Carregar sempre uma garrafa para lembrar de beber água regularmente.
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Usar garrafas graduadas ou aplicativos de celular para monitorar o consumo.
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Variar o consumo: infusiones sem açúcar, águas saborizadas com limão, menta ou frutas e chás de ervas são alternativas válidas.
Mudanças na dieta também previnem
Além da hidratação, ajustes na alimentação são fundamentais. Aumentar o consumo de frutas e verduras reduz o risco ao fornecer potássio e diminuir a acidez da urina. Uma dieta rica nesses alimentos, combinada com laticínios com pouca gordura, pode reduzir o risco em até 45%.
Diminuir a ingestão de sódio é outra recomendação importante, já que o excesso do mineral favorece a excreção de cálcio pelos rins, contribuindo para a formação de pedras. A sugestão é limitar o consumo de sal entre 1.500 e 2.300 mg por dia.
Por fim, incorporar alimentos ricos em cálcio na dieta também é benéfico, pois o cálcio se liga ao oxalato no intestino, impedindo que ele chegue aos rins e forme cristais.
Para quem já teve pedras nos rins, um exame de urina de 24 horas pode ajudar a identificar os minerais envolvidos e permitir que o médico elabore um plano de prevenção personalizado.






















































