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A poucos dias de uma possível virada diplomática, as conversações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã enfrentam um novo e grave obstáculo. Após a milícia xiita Hezbollah, aliada de Teerã, rejeitar uma trégua negociada pelos americanos no Líbano, o chanceler iraniano declarou que as negociações estão estagnadas. Em meio a novas hostilidades, autoridades alertam para o risco de uma escalada ainda maior no Oriente Médio.
Na quinta-feira (4), militantes do Hezbollah se recusaram a acatar as condições do cessar-fogo anunciado horas antes pelo Departamento de Estado dos EUA para o Líbano. O líder do grupo, Naim Qasem, classificou o acordo mediado pelos EUA entre Israel e o governo libanês como “absurdo” , e afirmou que o grupo não aceitará que sua presença no Líbano esteja condicionada ao fim da guerra e à retirada de Israel.
Em declaração à agência de notícias semioficial Tasnim, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, declarou que “não se logrou nenhum progresso tangível no processo de negociação” com os EUA.
As declarações ocorrem poucos dias após o pior estouro de violência em semanas, com o Irã atacando o Kuwait e o Bahrein, ações que resultaram em pelo menos uma morte e dezenas de feridos. A Casa Branca confirmou que o presidente Donald Trump busca retirar os EUA do conflito, mas se vê cada vez mais pressionado. A guerra, iniciada em 28 de fevereiro com ataques coordenados entre EUA e Israel, já dura mais de três meses.
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As apostas geoestratégicas
O impasse nas negociações está profundamente ligado ao futuro do estreito de Ormuz, por onde escoava cerca de 20% do petróleo mundial antes do início do conflito. O Irã mantém a via marítima fechada, o que pressiona a economia global. Analistas apontam que a principal exigência de Teerã é o fim imediato da ofensiva israelense no Líbano. A pergunta que ecoa entre analistas, como Nate Swanson, do Atlantic Council, é direta: “¿Podrá Trump frenar a Israel?” (Em português: “Será que Trump conseguirá conter Israel?” )





















































