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🧡 Ver Ofertas na ShopeePaul McCartney revelou que as críticas públicas de John Lennon durante os anos de disputa entre ambos lhe foram “muito dolorosas”, embora com o tempo ele tenha aprendido a entender que aquela era simplesmente a maneira de ser de seu companheiro. O músico britânico fez as declarações em uma entrevista à revista NME, na qual refletiu sobre sua amizade com Lennon e os anos de conflito que marcaram o fim dos Beatles.
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“Naquele momento foi muito doloroso, como se me cravassem pequenas adagas. Era simplesmente irritante, porque você pensava: ‘Tenho que responder a ele, o que vou fazer?’” , recordou McCartney.
No entanto, o músico contou que com o tempo encontrou uma maneira de processar essas feridas: “De repente percebi: ‘Um momento, isto é John. Este é o cara que conheço desde os 16 anos. É simplesmente assim que ele é’. Já não doía tanto quando entendi que era apenas John sendo John.”
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A disputa que levou ao fim da banda
O conflito teve origem na disputa pela direção dos negócios do grupo. McCartney propôs seu sogro Lee Eastman como novo empresário da banda, mas o restante dos integrantes se inclinou por Allen Klein, cuja presença dominante no estúdio e seus contratos abusivos — que McCartney se recusou a assinar — precipitaram a dissolução do conjunto.
Com o passar dos anos, John Lennon acabou reconhecendo que Paul McCartney tinha razão em relação a Klein.
“Quando resultou que eu tinha razão, foi bom ouvir John dizer: ‘Acho que Paul poderia ter tido razão’, embora relutantemente” , recordou o músico à NME.
E acrescentou: “Não era do tipo que dizia: ‘Sim, vocês sabem o que Paul me disse…!’. Era mais algo como: ‘[murmura] Sim, ele tinha razão’. Isso tornou tudo muito melhor. Embora tenha sido um período doloroso, de alguma forma tínhamos que passar por aquilo, ou alguém nos teria roubado.”
A reconciliação
McCartney também destacou a importância de ter se reconciliado com Lennon. A paz entre ambos chegou por volta de 1975, quando nasceu Sean Ono Lennon, e os dois ex-companheiros retomaram o contato por meio de conversas sobre paternidade e momentos cotidianos.
Em uma conversa com o próprio Sean, McCartney descreveu como “maravilhoso” ter resolvido suas diferenças antes da morte de Lennon em 1980.
O último lampejo da magia
Antes de a ruptura se consumar totalmente, houve um instante em que a magia entre John Lennon e Paul McCartney voltou a se acender. Foi em abril de 1969, quando Lennon voltou à Inglaterra recém-casado com Yoko Ono e com uma nova canção: “The Ballad of John and Yoko”.
Com Ringo Starr ocupado e George Harrison de férias, Lennon procurou o único músico em quem confiava para dar vida à canção: McCartney. Apesar da tensão, a química criativa permaneceu intacta. Durante a gravação, os dois brincaram como nos velhos tempos.
McCartney teve dúvidas sobre o refrão — “Desse jeito vão me crucificar” —, mas decidiu ajudar o amigo. Segundo Yoko Ono, “Paul sabia que as pessoas estavam sendo cruéis com John e só queria fazê-lo se sentir melhor. Paul tem um lado muito fraternal.”
A canção chegou ao número um no Reino Unido. Como gesto de gratidão, Lennon assinou sua canção solo “Give Peace a Chance” com o selo Lennon-McCartney, embora a tenha escrito sozinho.
A trégua, no entanto, não durou: poucos meses depois, Lennon anunciou sua saída dos Beatles e assinou com Allen Klein, desatando anos de disputas. Mas, por um breve instante naquele estúdio, a velha amizade havia voltado.




















































