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9 pessoas da mesma família morrem no Líbano; ataques entre Israel e Hezbollah completam uma semana com mais de 700 mortos
Foto: Jornal Nacional/Reprodução

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Israel ataca alvos do Hezbollah no sul do Líbano após alertas de evacuação em vilas

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A Força Aérea de Israel realizou ataques em várias zonas do sul do Líbano nesta sexta-feira (5), intensificando o conflito com o Hezbollah. A ação militar ocorreu horas depois de o exército israelense emitir avisos de evacuação para moradores de nove aldeias, incluindo a localidade de Anqoun, que abrigava cerca de 2.500 pessoas deslocadas por combates anteriores.

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Seis pessoas morreram nos bombardeios, de acordo com informações da agência estatal de notícias libanesa, que não detalhou a identidade das vítimas. Os ataques representam uma escalada na região, que já enfrenta uma guerra declarada desde 2 de março de 2026, quando as forças israelenses invadiram o sul do país.

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Hezbollah rejeita cessar-fogo e mantém exigências

Os bombardeios desta sexta-feira aconteceram após o Hezbollah rejeitar na quinta-feira (4) o mais recente acordo de cessar-fogo entre Israel e o governo libanês, mediado pelos Estados Unidos. O grupo exige a retirada completa e incondicional das tropas israelenses do território libanês.

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Nabih Berri, presidente do Parlamento libanês e aliado do Hezbollah que atua como mediador do grupo, afirmou que aceita a retirada do Hezbollah das áreas ao sul do rio Litani, desde que isso ocorra simultaneamente com a retirada das forças israelenses do sul do país. Em seu comunicado, Berri também criticou a proposta de criação de “zonas-piloto” prevista no acordo.

“O alto o fogo deveria ser completo e integral, sem restrições nem condições em terra, mar e ar, e sem arrasar e demolir tudo o que existe” , afirmou Berri, referindo-se às vastas áreas destruídas pelas tropas israelenses.

Avanço israelense ameaça negociações com o Irã

A guerra no Líbano, onde as forças israelenses tomaram grandes extensões de terra ao sul desde o início da invasão terrestre, ameaça os esforços diplomáticos mais amplos para encerrar o conflito com o Irã e reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota essencial para o petróleo e gás global. Teerã exige que qualquer possível trégua inclua também o cessar-fogo no Líbano.

Do lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que enfrenta eleições no final do ano, demonstra disposição para continuar a ofensiva até que o Hezbollah deixe de representar uma ameaça à segurança de Israel.

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“Este conflito dificulta as negociações entre Washington e Teerã, que exige um cessar-fogo completo no Líbano como parte de qualquer possível acordo” , destaca a agência AFP.

A situação no terreno desde o início da guerra é grave: segundo o Ministério da Saúde libanês, as ofensivas israelenses mataram 3.526 pessoas. Do lado israelense, 27 soldados e um civil terceirizado perderam a vida.

Deslocamento forçado e crise humanitária

Antes dos ataques desta sexta-feira, o porta-voz em árabe do exército israelense, Avichay Adraee, emitiu alertas de evacuação para nove aldeias e cidades no sul do Líbano. As ordens de retirada forçaram centenas de famílias a deixar suas casas às pressas, fugindo da vila de Anqoun e dos arredores de Aarnaya, aumentando ainda mais o fluxo de deslocados internos no país.

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