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O deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) foi definido como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, destinada a investigar fraudes e desvios na Previdência Social. A presidência da comissão ficará com o senador Omar Aziz (PSD-AM).
A decisão foi anunciada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta sexta-feira (15), após conversas com Ayres. Motta publicou no X:
“Anuncio que o relator da CPMI do INSS será o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO). Desejo a ele, ao presidente Omar Aziz (PSD-AM) e a todos os integrantes um excelente trabalho nessa pauta tão relevante para o país”.
Em sua postagem, Ayres afirmou assumir a relatoria com responsabilidade e compromisso com a transparência:
“Nosso compromisso é apurar com rigor todas as denúncias de irregularidades que possam ter prejudicado aposentados e pensionistas, garantindo que os culpados respondam pelo que fizeram e que os direitos de cada beneficiário sejam preservados”.
A CPMI terá como foco investigar descontos indevidos em benefícios do INSS praticados por associações de aposentados, desde 2019. Segundo a Polícia Federal, as fraudes podem ter chegado a R$ 6,4 bilhões em seis anos. A comissão era uma das principais pautas da oposição e deve instalar suas atividades na próxima semana, conforme confirmado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Perfil do relator
Com 46 anos e em seu primeiro mandato como deputado federal, Ayres é considerado um político de centro e moderado, próximo de Motta. Em sua trajetória, participou de eventos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros, mas também contrariou a orientação do governo em votações importantes, como a favor do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para sustar o decreto do IOF e do projeto sobre novas regras de licenciamento ambiental.
Recentemente, Ayres criticou o vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), que anunciou que colocaria o projeto de lei da anistia em votação caso assumisse interinamente a presidência da casa. O parlamentar afirmou:
“Não vejo qualquer sentido, ou mesmo praticidade, na fala do vice-presidente Altineu. A pauta é definida pelo presidente da Casa, que escuta, de maneira democrática, o colégio de líderes”.
Ayres também tem feito gestos de aproximação com o governo, elogiando o ministro Alexandre Padilha, da Saúde, e recebendo militantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) na última semana.