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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, concedeu uma liminar que desobriga Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti de comparecerem à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.
A decisão gerou insatisfação no presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que afirmou que irá recorrer com um mandado de segurança ao Supremo para reverter a medida. “É fundamental que eles compareçam para que possamos esclarecer, com mais rapidez, tudo o que aconteceu. Respeito a decisão do ministro, mas considero injustificável permitir que não venham depor”, declarou Viana.
“Careca do INSS” e Camisotti foram presos pela Polícia Federal (PF) na última sexta-feira (12), sob alegação de risco de fuga e ocultação de patrimônio. As investigações apontam que Antunes teria recebido cerca de R$ 53,58 milhões de associações e empresas intermediárias por meio de descontos irregulares em aposentadorias. Já Camisotti, segundo a PF, atuaria como sócio oculto de uma entidade e se beneficiaria das fraudes na Previdência.
A CPMI apura um esquema de cobranças indevidas contra aposentados e pensionistas que teria ocorrido entre 2019 e 2022.