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🧡 Ver Ofertas na ShopeeEx-procurador da Lava Jato examinará registros financeiros obtidos após desafio em debate; equipe petista aceita condições, mas exige reciprocidade sobre dados do candidato do PL.
A campanha do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) escalou o ex-procurador e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) para liderar a perícia técnica e o exame detalhado dos registros financeiros, fiscais e telefônicos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seus associados.
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Em nota oficial, o comando da campanha de Flávio afirmou que a escolha se deve à vasta experiência de Deltan na Operação Lava Jato, incluindo o conhecimento sobre “as teias que envolveram figuras centrais do PT e negócios ligados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha”.
“Se Lula afirma não ter nada a esconder, a documentação precisa ser examinada com rigor, independência e sem concessões. O que importa não é o discurso, mas o que os documentos efetivamente demonstram”, defendeu a equipe do candidato do PL.
Origem do impasse e troca de exigências
A disputa pela abertura das contas teve início no debate da Band, realizado no último domingo (18). Na ocasião, o presidente Lula desafiou o adversário a abrir mão do sigilo das contas. A defesa do petista encaminhou autorização ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contudo, condicionou a entrega à liberação simultânea dos dados de Flávio Bolsonaro.
Flávio aceitou a proposta, mas protocolou um documento contendo 19 condicionantes para autorizar o acesso aos seus dados bancários, fiscais e telefônicos. Entre os requisitos está a inclusão das contas de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o “Marcola”, ex-chefe de Gabinete da Presidência. A equipe jurídica do PT declarou que o presidente e seu ex-assessor não se opõem às exigências.
A movimentação ocorre em paralelo à remessa, por parte da Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF), de um inquérito que apura suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, empresas associadas e o próprio senador Flávio Bolsonaro. As investigações tramitam sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
O retrospecto na Lava Jato e o imbróglio jurídico
Deltan Dallagnol foi o responsável por apresentar a primeira denúncia formal contra Lula na Operação Lava Jato no caso do triplex do Guarujá — episódio marcado pela célebre apresentação em PowerPoint. Anos depois, o STF anulou as condenações do petista por incompetência territorial da 13ª Vara Federal de Curitiba e declarou a suspeição do então juiz Sergio Moro, impulsionada pelas revelações de conversas privadas na “Vaza Jato”.
Atualmente, o próprio mandato e o registro de candidatura de Dallagnol no TSE encontram-se sob julgamento. O relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, indeferiu o registro do ex-procurador com base na lei da Ficha Limpa, por ter pedido exoneração do Ministério Público Federal enquanto respondia a procedimentos disciplinares. O julgamento do recurso foi adito pelo plenário da Corte e segue sem nova data definida.
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