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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está analisando a possibilidade de incluir medicamentos análogos ao GLP-1, como Ozempic e Wegovy, nas mesmas regras de comercialização aplicadas aos antibióticos, o que exigiria a retenção da receita médica nas farmácias. A proposta deve ser debatida no início do próximo ano.
Atualmente, esses medicamentos são classificados como de tarja vermelha, o que exige a apresentação de uma prescrição assinada por um profissional habilitado, mas sem obrigatoriedade de retenção da receita. Entidades médicas têm alertado para o risco de uso indiscriminado desses remédios, especialmente para fins estéticos, devido à facilidade de acesso.
Em apoio à iniciativa da Anvisa, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e entidades médicas, como a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), defenderam maior controle na prescrição de análogos de GLP-1.
Os medicamentos, indicados para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, ganharam popularidade nos últimos anos pelo efeito expressivo na perda de peso. No entanto, as entidades médicas publicaram uma carta aberta na terça-feira (17), alertando para o aumento do uso inadequado.
“As sociedades SBEM, SBD e a Abeso vêm observando um aumento na procura por agonistas de GLP-1 para fins estéticos, sem acompanhamento médico adequado. Este uso indiscriminado, impulsionado pela popularização desse grupo de medicamentos, gera preocupações quanto à saúde da população e ao acesso daqueles que realmente necessitam do tratamento”, apontam as entidades no documento.
Com o objetivo de restringir o acesso não supervisionado, a Anvisa estuda exigir que farmácias retenham uma cópia da receita médica no momento da compra. A decisão visa garantir o uso responsável dos medicamentos e preservar o acesso às pessoas que realmente necessitam do tratamento.