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Aqueles que navegam na internet na meia-idade podem reduzir o risco de demência na velhice em mais de metade, segundo um estudo.
E o efeito protetor é mais pronunciado para aqueles que usam smartphones em vez de computadores.
Cientistas acreditam que processar a vasta quantidade de informações encontradas online pode beneficiar o cérebro das pessoas, enquanto o uso das redes sociais pode ajudar a combater a solidão – agora reconhecida como um dos principais fatores de risco para a condição.
Cerca de 900.000 pessoas no Reino Unido sofrem de Alzheimer e outras formas de demência. Esse número deve aumentar para 1,5 milhão até 2040 devido ao envelhecimento da população.
Os médicos recomendam exercícios regulares, uma dieta saudável e consumo limitado de álcool para proteger contra a doença.
Uma vida social ativa e tarefas mentais estimulantes – como quebra-cabeças e palavras cruzadas – também são consideradas úteis.
E o uso da internet pode ser adicionado à lista de atividades benéficas. Pesquisadores da Zhejiang University School of Medicine em Hangzhou, China, começaram a acompanhar mais de 12.000 pessoas sem demência com 45 anos ou mais em 2011.
Eles foram avaliados regularmente para ver quanto tempo passavam na internet e se apresentavam sinais de demência.
Os resultados, publicados no Journal of Medical Internet Research, mostraram que, na década seguinte, apenas 2,2% dos usuários regulares da internet desenvolveram demência, em comparação com 5,3% dos não usuários.
E o efeito preventivo pareceu ligeiramente mais forte com smartphones do que com laptops, possivelmente porque são usados com mais frequência para acessar a web.
As descobertas corroboram os resultados de um estudo australiano que descobriu que homens com mais de 70 anos que navegam na web reduzem o risco de Alzheimer em cerca de 50%.
Em um relatório sobre as descobertas mais recentes, os pesquisadores disseram: “O uso da internet tem o potencial de desacelerar o declínio cognitivo relacionado à idade. Pode melhorar a atenção e as habilidades psicomotoras e aumentar a reserva cognitiva. Ou pode ser que exista um senso de pertencimento criado pelas atividades online.”