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O ativista pelos direitos humanos Thiago Ávila, conhecido internacionalmente pela defesa da causa Palestina, foi detido nesta terça-feira (31) ao desembarcar no Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires, acompanhado da esposa e da filha, menor de 2 anos.
Segundo relatos de apoiadores e de sua companheira, Laura Souza, compartilhados nas redes sociais, Thiago teve o acesso ao país negado. Ele participaria de atividades e debates para divulgação da Global Sumud Flotilla, organização da qual é um dos dirigentes e que busca levar apoio internacional às comunidades palestinas, principalmente na Faixa de Gaza.
De acordo com a Global Sumud Flotilla Brasil, Thiago foi separado da família sob alegações de problemas com o passaporte. Ele foi levado a uma delegacia, onde policiais afirmaram que sabiam quem ele era, que não seria bem-vindo na Argentina e que não participaria das atividades programadas.
Relatos de parlamentares argentinos indicam que a decisão teria sido determinada pelo alto escalão do governo, liderado pelo presidente Javier Milei, conhecido por seu apoio a Israel e por se declarar fã do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Até o momento, nenhuma autoridade argentina se manifestou oficialmente sobre o caso.
Segundo a Global Sumud Flotilla Brasil, Thiago se recusou a embarcar de volta para o Uruguai, como queriam os policiais, e após negociações foi transferido para o Aeroporto de Ezeiza, de onde seguirá para Barcelona, nesta quarta-feira (1º), conforme o planejamento inicial de sua viagem.
Em 2025, Thiago e outros ativistas, incluindo 11 brasileiros, foram capturados por forças militares de Israel enquanto tentavam chegar à Faixa de Gaza por mar para entregar alimentos e medicamentos. O grupo foi detido e torturado, mas liberado após repercussão internacional.