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O assessor especial para assuntos internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Celso Amorim, afirmou nesta quarta-feira (20) que observa com “preocupação” a movimentação de embarcações militares dos Estados Unidos próximas à Venezuela. As declarações foram feitas durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, em Brasília.
“Vejo com preocupação o deslocamento de barcos de guerra americanos para a Venezuela. Acho que a não intervenção é fundamental”, declarou Amorim.
O assessor presidencial também comentou sobre o posicionamento do Brasil em relação às eleições venezuelanas. “Quando houve as eleições, tivemos dúvidas, evitamos cumprimento, mas mantivemos a relação, que é de Estado a Estado”, disse.
Amorim destacou a importância de manter boas relações diplomáticas entre países vizinhos. “Ter boas relações não é uma escolha, e sim uma imposição da geografia”, afirmou.
O governo brasileiro não reconheceu a reeleição de Nicolás Maduro, em julho de 2024, e evitou se posicionar sobre a reivindicação do candidato de oposição, Edmundo González, que afirma ter vencido o pleito. Na época, Lula declarou que Maduro era um “problema” da Venezuela, e não do Brasil, reconhecendo que o regime chavista é autoritário, mas reforçando que seu líder “não é um ditador”.
Amorim ocupou o cargo de chanceler nos dois primeiros mandatos de Lula e tem participado ativamente do debate sobre a política externa brasileira em relação à América Latina.