Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (19) que militares do Comando Sul atacaram uma embarcação que transportava drogas em águas internacionais.
“Sob minhas ordens, o Secretário de Guerra autorizou um ataque cinético letal contra um navio afiliado a uma Organização Terrorista Designada que realiza narcotráfico na área de responsabilidade do Comando Sul dos Estados Unidos”, informou Trump.
O mandatário acrescentou:
“A inteligência confirmou que o navio trafegava com drogas ilícitas por uma rota conhecida pelo narcotráfico, com o objetivo de envenenar americanos. O ataque matou três narcoterroristas a bordo do navio, que estava em águas internacionais. Nenhum membro das Forças Armadas dos Estados Unidos se feriu neste ataque. PAREM DE VENDER FENTANIL, NARCÓTICOS E DROGAS ILEGAIS NOS EUA E DE COMETER VIOLÊNCIA E TERRORISMO CONTRA AMERICANOS!”
Com este ataque, os Estados Unidos somam três embarcações atribuídas ao narcotráfico afundadas no Caribe Sul, próximas às costas da Venezuela, desde agosto, quando aumentaram a presença militar em águas internacionais sob a justificativa de combater o narcotráfico.
Trump, assim como em ataques anteriores, divulgou a destruição da embarcação em um vídeo sem áudio, mostrando uma lancha azul em movimento que explode após o impacto de um projétil.
Segundo o presidente, o Comando Sul já destruiu três embarcações ligadas ao narcotráfico e eliminou 17 supostos criminosos, cujas identidades não foram reveladas, assim como não há detalhes sobre as quantidades de drogas transportadas.
O mandatário já havia informado que os EUA haviam derrubado três navios e matado 14 pessoas como parte da campanha, mas a administração apenas publicou vídeos de dois ataques.
No mesmo dia, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, informou que o Exército venezuelano realizou uma manobra militar “bem-sucedida” na ilha de La Orchila, em águas venezuelanas do mar Caribe, em resposta ao desdobramento militar americano na região, considerado pelo ditador Nicolás Maduro uma “ameaça”.
Maduro insiste que a mobilização dos EUA faz parte de um plano para forçar um “câmbio de regime” e impor um “governo-títere” que atenda aos interesses de Washington.
O presidente americano, no entanto, negou na quinta-feira ter mantido conversas com membros de seu governo para planejar um “câmbio de regime” em Caracas.
(Com informações da AP, AFP e EFE)